PGL – Como todos os anos desde 1990, nas terras da Occitánia e os Países Cataláns tenhem lugar os ditados para dignificar a língua occitana. Este ano formam parte dos preparativos para umha série de manifestaçons nas capitais dos territórios do Estado francês com língua própria para reclamar umha lei que garanta os direitos das suas línguas.
“É uma mudança de visom radical. A língua occitana, na prática eminentemente oral, passava ao estádio da escritura. Ao mesmo tempo padronizada e correta, sem erros ortográficos. Tratava-se, em definitivo, de dar valor, honor e dignidade ao occitano.” Com estas palavras definia o recentemente falecido presidente do Círculo de Irmanaçom occitano-catalám (CAOC), Enric Garriga Trollols, a Ditada Occitana. Com este nome conhece-se a jornada anual de promoçom da língua e cultura occitanas através dum ditado popular organizado simultaneamente o último sábado de janeiro ao meio-dia em forma de concurso com prémios para os participantes. Desde o primeiro ditado de 1998 em Castres (Languedoc), a iniciativa ampliou o ámbito geográfico até a quarentena de locais atuais, de toda a Occitánia (Arles, Canas, Fois, Narbona, Niça, Nimes…) e também nos Países Cataláns.
Barcelona, de facto, somou-se na segunda ediçom, graças ao impulso do CAOC. Desde entom decorreu ano após ano, com boa aceitaçom. O sábado tivo lugar às 14:30, na sala de atos do Departamento de Cultura (Rambla Santa Mònica, 8). Os ganhadores terám paga umha semana de imersom na Escola Occitana de Verao.
No País Valenciano, desde o primeiro ditado em 2006 em Catarroja (Horta), a associaçom Òc Valéncia convocou-nas ininterruptamente desde 2009. A deste sábado deslocou-se a Burjassot, vila natal de Vicent Andrés Estellés. Além do ditado em occitano, que este ano será dum texto da obra ‘Dels camins bartassièrs‘, de Marcèu Esquieu, no ateneu cultural burjassoter de Ca Bassot preparárom-se mais atividades relacionadas com a cultura occitana, como uma projeçom do audiovisual ‘Patrimòni’, umha palestra do tradutor e corretor de VilaWeb Jem Cabanes sobre o contínuo occitano-catalá, e um recital do jovem grupo tolosám Primaël e Los del Tiwizi deles (com a colaboraçom de Pau Alabajos e Toni de l’Hostal), além dumha ceia de fraternidade.
O ditado deste ano serve de prolegómenos às manifestaçons de 31 de março em Perpinhám (com lipdub incluído), Ajaccio, Baiona, Estrasburgo, Quemper e Tolosa para reivindicar umha lei que garanta direitos para as línguas vernáculas no Estado francês.
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- A notícia original em VilaWeb
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