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Caminhada polo occitano

PGL – Aproveitando que a ONU declarou o ano 2008 Ano Internacional das Línguas, a entidade occitanista Chambra d’Òc, com sede nas Valadas piamontesas, acaba de dar a andamento a umha caminhada de setenta dias através do território occitano meridional.

A caminhada iniciou-se no passado 30 de Agosto e acabará no dia 7 de Novembro, ‘Occitánia a pé’ percorrerá 1.300 quilómetros para pedir que a língua d’oc seja declarada património mundial da humanidade, numha iniciativa de comunicaçom e de reconhecimento territorial.

A marcha partiu de Vinai (Valadas) e chegará em 7 de novembro à capital de Arám, Viella, após ter passado por lugares bem significativos da Provença, do Llenguadoc e da Gasconha. Durante todo o percurso, os participantes poderám falar com occitanistas locais e participar em festas e actividades conmemorativas, como por exemplo a lembrança dos oitocentos anos do começo da cruzada francesa contra a Occitánia, lembrança em que participará o CIRDOC.

A caminhada concluirá no dia 7 de Novembro com umha recepçom oficial no Conselho Geral de Aram, a cargo do síndico Francesc Boya, e com uma festa em Viella com o grupo Aire de Prima. É previsto que France 3 acompanhe os participantes nalgumas etapas, bem como Rádio Lenga de Òc e o semanário La Setmana.

O território de fala occitana estende-se por quase 200.000 km2 ao sul do estado francês, dos vales alpinos do Piamonte, ao Aram e, inclusive, num pequeno povo da Calábria, em Guárdia, onde se fala occitano a causa de umha emigraçom piemontesa do século XV.

Dos quinze milhons de habitantes que se contam neste espaço, calcula-se que entre 10% e 15% falam ainda o occitano (som muitos mais os que nom falam, mas dizem entendê-lo), umha língua que muito devagar começa a ganhar um verdadeiro reconhecimento social, institucional e oficial (como a mençom recente na constituiçom francesa das minorias linguísticas). Ademais é a língua de comunicaçom de umas quarenta escolas infantis bilingües, de umas trinta rádios locais e de umha ampla rede de entidades, com o Instituto de Estudos Occitanos (IEO) à frente.

 

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