Por José Ramom Pichel Campos
Há muita gente, cada vez mais que quer passar-se a sistemas operativos em código aberto como por exemplo o Linux ou também o FreeBSD.
Pessoas que estão um bocado cansadas de vírus, de ter de instalar antivírus, de conhecer mesmo os nomes dos vírus e até de propagá-los a amigos e amigas que habitam no caderno de endereços da sua aplicação de correio eletrónico.
Pessoas também que não gostaram nada da mudança de Windows XP ao Windows Vista, polo grande rendimento que se lhe exigia à máquina que tinha de ter instalado este novo sistema operativo e também porque a interface de muitas das aplicações como Office mudaram tanto que era bastante incompreensível e até custoso utilizar a nova aparência.
Pessoas também por não concordar com que o software seja privativo, quer dizer, que podemos utilizar o produto final que instalamos no nosso computador mas que não podamos aceder ao seu código fonte, isto é, à programação e por tanto não termos à liberdade de modificá-lo para adaptá-lo aos nossos gostos e necessidades.
As pessoas em geral não gostamos muito das mudanças, disso de que a vida é um rio, que nunca apanhamos a mesma água.
Quando já por fim dão o salto a estes novos sistemas começam a distinguir com o passo do tempo a diferença em ser competentes no sistema, isto é, a capacidade de manejar-se neles, de ter um certo domínio dos mesmos e ser realmente utilizadores do sistema ao 100% dos mesmos, isto é, utilizar sempre estes sistemas, por mais de que alguma vez poidam também usar outros como Windows, Mac OS ou outros.
Por isso, com os sucessivos Decretos do ensino do galego, não só o apresentado este sábado mas os anteriores, continuamos a errar no objetivo final.
Queremos nenos e nenas que saibam galego ou que falem galego?
Queremos nenos e nenas que tenham um domínio do galego por se alguma vez o utilizam ou queremos que usem ao 100% o idioma dia a dia mudando a outros idiomas quando assim o precisar?
Porque para todos é evidente que se queremos ser utilizadores dum sistema operativo ao 100% não podemos ter o só 50% do tempo para o mesmo. Há que ter o 100% sem dúvida. Que lho perguntem aos meninhos e meninhas de Extremadura que foram alfabetizados tecnologicamente ao 100% em Linux.
Embora ao começo foram poucos os utilizadores, só com linhas linguísticas no ensino desde cativos até a Universidade com o 100% em galego, o sistema operativo galeguix terá esperanças, neste lugar da lusofonia de cujo nome não querem lembrar-se.
(*) Artigo publicado na coluna Medo aos aviões, do jornal Galicia Hoxe.
