Root

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Por José Ramom Pichel Campos

A raiz, a raiz, isso é. Root é o que significa em inglês, e a língua manda, a língua internacional de intercomunicação entre todos os lugares do mundo.

Há muitas cousas relacionadas com o termo, as árvores e plantas, com esse artefacto que se mergulha na terra, procurando água e nutrientes, recurso básico para elas, como também a luz, mas nas alturas. Muitas delas comestíveis como nabo, cenouras e ginsengs. Também há a chamada música de raiz, música que parece nos liga com o mundo oculto, de brétema, nem sei bem por que temos esse conceito, parece como uma sabedoria não atingivel, qualquer cousa que cada vez que nos achegamos a ela, escapa. A definição oficial que aparece em muitos foros é a seguinte: “Aquela música cuja aprendizagem é realizada de jeito direto ou empírico, registando-se e transmitindo-se pola via oral, escrita ou fonográfica, cultivando de preferência estruturas e jeitos simples de antiga procedência, com autores e compositores identificados ou anônimos”. No mundo dos sistemas operativos como Unix, no sistema operativo MacOS e por suposto também em Linux, esse baralho de distribuições diferentes como Ubuntu, Fedora, Mandriva, RedHat, Suse, Kubuntu, etc. existe um utilizador chamado em inglês root, que tem todos os direitos ou permisos sobre todos os ficheiros e aplicações. O root pode fazer todas as cousas que um utilizador normal não pode. E nisso é que consiste o seu rol.

Existe também dentro dos computadores a chamada diretoria raiz “/” que vem sendo o primeiro ou parte superior, ou a parte mais alta da hierarquia de diretorias, polas que acostumamos a mover-nos. Normalmente quando chegamos à raíz é através de comandos “cd” em Unix, Linux, MacOS, ou mesmo em sistemas operativos como MS-DOS ou Windows, é assim chegamos ao início de tudo, à raíz, à primeira música, ao primeiro acorde, à primeira melodia de tudo. E a partir de ai poderemos navegar polos nossos ficheiros, acceder a tudo, sempre e quando tenhamos permiso.

Às vezes depois de andar por muitas diretórias do computador, estamos perdidos, sem saber muito bem para onde ir, qual o melhor caminho. É então quando de repente, sem saber muito bem por que, de jeito quase automático, ou porque a vida leva ai, chegamos à raiz, cada pessoa sabe a sua, à sua raiz pode ser a família, uma montanha, uma cozinha, um pátio de colégio.

Mas a mágia de voltar à raiz, renova-nos, carrega tudo, dá-nos todos os permisos, para continuar, que o show must go on, em inglês, para que se entenda.

 


 

(*) Artigo publicado na coluna Medo aos aviões, do jornal Galicia Hoxe.