Por José Ramom Pichel Campos
É muito interessante o que explica a wikipédia do que vem sendo uma ditadura: “Ditadura é o regime político em que o governante (ou grupo governante) não responde à lei, e/ou não tem legitimidade conferida pola escolha popular. Podem existir regimes ditatoriais de líder único ou coletivos”.
Também, “um governo democrático é democrático quando é exercido com o consentimento dos governados, e ditatorial, caso contrário. Diz-se que um governo é totalitário quando exerce influência sobre amplos aspectos da vida dos governados.”
A programação por sua vez, é um conjunto de instruções ou comandos que definem uma série de tarefas que deve executar um computador. Estas dim-lhes os computadores o que devem e não devem fazer, qual instrução devem executar depois de outra, se devem ou não repetir as instruções e também se se cumpre uma determinada condição devem realizar uma série de instruções, mas se essa condição não ser certa terão de realizar outra. Isto é um pouco o que acontez socialmente e pessoalmente a cada um de nós.
Temos uma série de comportamentos aprendidos socialmente, umas regras de convivência, umas crenças, uns valores, ética do bem ética do mal, obsesoes, algoritmos de funcionamento diário que funcionam perfeitamente, comportamentos que se repetem, comportamentos ou reacções emotivas que não nos soltam, pensamentos bloqueados, pensamentos que desaparecem como nuvens, e afinal atrás de tudo isso, dessa brêtema que cria a nossa mente, o nosso ser, o que realmente somos: amor, compaixão, conexão com todos os seres do mundo, essa sensação ao escutar música, ao ver o mar desde a costa.
Agora que temos acima mais do que nunca a crise, os governantes do mercado decidem por nós sem que nós decidamos por eles, programando-nos angústias, pessimismos, bloqueios, desempregos, etc. Os mesmos que criaram a crise, que pedirom avais do Estado, agora lucram-se dela, transmitem através dos seus meios de comunicação as consignas, e exigem-lhe aos Estados elegidos democraticamente o que nunca conseguiram polas urnas: a privatização completa da sociedade. E todos nós tragamos, pelejando entre funcionários e não funcionários, entre desempregados e empregados, por enquanto eles continuam a repartir benefícios e sobendo a luz e o que faga falta.
A nossa programação social impede ver o importante. A sua crise não é a nossa. A ditadura do mercado que não elegemos, aproveita para o ataque definitivo. Todos devemos reiniciar a capacidade de autoorganizarmo-nos.
(*) Artigo publicado na coluna Medo aos aviões, do jornal Galicia Hoxe.
