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Reclamaçom do BNG perante a politica espanholizadora da Junta da Galiza

PGL – O Bloque Nacionalista Galego apresenta umha série de perguntas e reclamaçons à Mesa do Parlamento, centrados no conflito criado a respeito do cambio de nome das Galescolas, a supressom das ajudas à traduçom de livros em língua galega e à emissom em espanhol do informativo de noite do segundo canal da TVG (G2).

No Portal Galego da Língua recebemos 5 documentos assinados por deputados do grupo parlamentar do BNG em que os nacionalistas solicitam resposta perante os mais recentes ataques à língua e cultura galegas por parte do actual governo da Junta da Galiza. Oferecemos a seguir um resumo do contido dos documentos:

 

De Galescolas a Galinhas azuis:

No primeiro dos documentos recebidos, o deputado do Grupo Parlamentar do BNG, Bieito Lobeira, solicita à Presidenta do Parlamento cópia dos contratos assinados e facturas expedidas motivados pola substituçom da imagem corporativa de sinalética, rotulaçom, material têxtil, didáctico, informático ou administrativo, assim como de desenhos e subministros de todo tipo, das antigas Galescolas (Rede Galega de Escolas Infantis) polas novas «Galinhas azuis» (Rede de Escolas Infantis da Galiza).

Na mesma linha do anterior, Mª do Carme Adán e Bieito Lobeira apresentam mais dous documentos, umha interpelaçom relativa às razons do cambio e cinco perguntas para a sua resposta oral em comissom a respeito do custo económico do mesmo.

Na interpelaçom, os deputados parlamentares do BNG exponhem e analisam os motivos aludidos polo Partido Popular entre os que se destaca a necessidade de despolitizar e desideologizar as referidas escolas, defendo deste jeito a liberdade educativa.

Em base ao referido, o BNG interpreta que para o PP a defensa e incoporaçom do galego ao ensino infantil equivale ao adoutrinamento, enquanto a exclusom do idioma próprio da Galiza e da simbologia galega (umha bandeira do País acima de umha casa sorridente) implica liberdade, neutralidade e formaçom educativa baseada em valores solidários.

Por todo isto, o BNG julga que a decisom do actual governo da Junta esconde a intençom real de aniquilar agressivamente o idioma e cultura galegas, nomeadamente em núcleos urbanos, assim como qualquer símbolo que identifique os galegos como comunidade humana diferenciada.

Para além do referido, o BNG denuncia a falsa austeridade promulgada polo PP, quando já foi anunciada a rotulaçom  urgente de 110 centros no prazo de, só, duas semanas. Oferecemos a seguir as perguntas da interpelaçom:

 

1 – Em que consistia exactamente o “adoutrinamento” que supostamente se praticava nas Galescolas a nenas e nenos de entre 0 e 3 anos?

2 – Quantos e que casos conhece desse famoso “adoutrinamento”?

3 – Quantas denuncias existem por este motivo?

4 – Qual vai ser o modelo das Galinhas Azuis?

5 – Qual é o custo económico da substituiçom da imagem corporativa das Galescolas polas Galinhas  Azuis?

 

Estas som as perguntas formuladas polo BNG para a sua resposta oral em comissom:

 

1 – Qual é o custo económico global da substituiçom da imagem corporativa, iconografia, desenho e simbologia em todo tipo de rotulaçons, sinalética,  subministros e materiais didácticos, têxteis, administrativos, informáticos, de desenho, transporte e distribuiçom etc., provocado pola decisom política de substituir as Galescolas polas Galinhas Azuis?

2 – De jeito detalhado, quanto se gastou em cada um dos conceitos?

3 – Quais fôrom as empresas beneficiadas, com que quantia em cada caso, e por que produtos, bens ou serviços em cada caso?

4 – Ficam actuaçons e/ou pagos pendentes?

5 – Em caso positivo, quais e em que consistem?

 

 

«A cultura galega, limita»

No quarto dos documentos recebidos na conta de correio do PGL, os deputados Bieito Lobeira e Ana B. Potón, denunciam a decisom do Conselheiro para a Cultura e o Turismo, autor da sentencia «a cultura galega está muito bem, mas limita» (sic), de suprimir as ajudas para a traduçom de livros em língua galega, passando a ser a nossa (na sua variante ortográfica ILGA-RAG) , a única língua oficial do estado espanhol que deixa de contar com este tipo de ajuda fundamental para o processo normalizador.

Em 2008 a Conselharia para a Cultura dedicava ao cometido supra referenciado 295.387 euros que permitirom a traduçom ao galego de 101 obras estrangeiras assim com a traduçom de 33 obras galegas a outras línguas.

O BNG alude e denuncia a decisom política proclamada polo próprio Conselheiro de subvencionar expressons culturais, literárias e cinematográficas em espanhol, ainda quando estes projectos som subvencionáveis por diferentes organismos e instituiçons tal que o Instituto Cervantes, o Ministério de Cultura, o ICAA, o INAEM etc.

Atendendo ao referido, estas som as perguntas que o Bloque nacionalista formula ao Conselheiro:

 

1 –  Por que razom suprimiu a Conselharia para a Cultura e o Turismo as ajudas para a traduçom à língua galega?

2 – Tem previsto reconsiderar esta decisom política?

3 – Tem previsto modificar a política de ajudas públicas, desviando partidas de apoio às manigestaçons culturais em galego a outras expressons em língua espanhola?

 

 

Espanholizaçom da TVG:

No último dos documentos recebidos, assinado por Bieito Lobeira e Ana B. Potón, o colectivo nacionalista denuncia o incumprimento do artigo número 16 (princípios de programaçom) da Lei 9/1984 de 11 de julho, de criaçom da Companhia de Radiotelevisom da Galiza, no que se estabelece com rotundidade o mandato para «a promoçom e difusom da Cultura e Língua galega, assim como a defensa da identidade nacional galega».

A emissom do «Informativo Noche», assim como outros espaços emitidos para Europa e América, vulneram a forma e o fundo do precepto legal. É especialmente alarmante, se consideramos que o informativo está dirigido ao público galego, que se vê privado do idioma próprio do seu país, e razom de existir da própria Televisom da Galiza.

Estas razons, levam ao BNG a formular as seguintes perguntas para a sua resposta na Comissom de Control da CRTVG:

 

1 – Por que razom decidiu a Direcçom da CRTVG a emissom, integramente em espanhol, do espaço “Informativo Noche”?

2 – Considera que esta decisom encaixa no mandato legal que vincula à TVG com a promoçom e difusom da Cultura e Língua Galega?

3 – Tem previsto corrigir esta decisom?

4 – Que critérios de política lingüística tem previsto levar adiante a actual direcçom da CRTVG?

 

A este respeito já informávamos, há escassos dias, no PGL da decisom do Valedor do Povo de nom admitir a trámite umha queixa pola incorporaçom na programaçom do canal G2 dum informativo em castelhano, considerando, o alto comisionado, inconstitucional e excessiva a implementaçom por parte da TVG dumha programaçom integralmente em galego, como vem fazendo desde a sua criaçom em 1984.

 

 

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