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Promovem um manifesto em defesa dos meios em galego

Maria Espantoso – Ramón Chao, Manuel Rivas, Ignacio Ramonet, Xosé Manuel Pereiro, Suso de Toro, Quico Cadaval, Manuel Bragado, Anton Reixa ou Rafael Cuiña som alguns dos muitos nomes que promovem um manifesto em defesa dos meios em galego.

Esta declaraçom pública divulga-se através do site web d’A Nosa Terra, precisamente uns dias depois de o histórico semanário anunciar o fim da sua ediçom empresa, ao mesmo tempo que iniciará um expediente de regulaçom de emprego que deixará apenas três pessoas na redaçom.

No manifesto realiza-se umha dura crítica às políticas de ajudas aos meios, que beneficiárom essencialmente àqueles que usam o castelhano como língua principal. Se bem esta discriminaçom nom é nova, recruou com o regresso do PP à Junta, pois paralelamente à continuidade das ajudas à imprensa em espanhol, reduziu-se drasticamente o número de anúncios e subsídios para os meios em galego.

Destarte, desde o regresso do PP ao poder, fechárom os digitais GZnación e Vieiros, enquanto o bissemanal A Peneira fechou vários dias a ediçom digital, e despediu a totalidade do plantel, o qual põe em sério risco a continuidade da publicaçom.

O manifesto também apela a leitores e espetadores, dos quais afirma que nenhum se pode «declarar alheio ou ausente quando fecham um trás outro os meios que se fazem na nossa língua. Os únicos que realmente podem garantir o futuro de qualquer meio som os leitores, as audiências e os anunciantes».

Omissom das responsabilidades

No entanto, na declaraçom omitem-se as claras responsabilidades empresariais, referências a modos de entender a empresa jornalística que consistírom em converter a publicidade institucional em ingressos de caráter estrutural, convertendo muitos deles em gigantes com pés de barro, incapazes de subsistir sem os fundos públicos.

Neste contexto, meios como o Novas da Galiza, que recebeu publicidade institucional durante o governo bipartido, som exemplos de umha correta gestom dos recursos.

Problemas no mundo editorial?

Também do mundo editorial começam a soar vozes de alarme, como a de Manuel Bragado, máximo responsável de Xerais e um dos assinantes do manifesto, quem denunciava há uns dias que em 2009 a Junta nom mercou um só livro em galego.

O manifesto

A seguir reproduzimos o manifesto na íntegra na versom original, seguindo a normativa isolacionista.

Os medios en galego importan

Un país é o que fala. Galicia é o Galego. Ninguén pode matar unha lingua. Pero é moi fácil deixala morrer de inanición e abandono. Todos somos responsables de que a nosa lingua reciba a xustiza que merece e as oportunidades que se lle negaron na historia. Que haxa medios en galego importa. Resulta imprescindible para que a nosa lingua viva e medre con futuro. Apoiar ós medios en galego é axudarnos a nós mesmos e o que somos.  Resulta cínico e irreal esperar que anos de intervención do mercado a favor do castelán vaian corrixirse sos. Alguén ten que facelo e ten que facelo agora.

Ningunha administración pública deste país pode declararse allea ou ausente cando pechan un trás doutro os xa poucos medios que apostaban pola nosa lingua. Ningunha administración pública pode dicir, sen faltar á verdade, que fixo todo o que podía facer, ou que non hai recursos porque estamos en crise. Demandamos do goberno que poña a vontade política e os recursos que non dubida en poñer para axudar a outros sectores ou medios que non o precisan tanto. Demandamos das administracións públicas que tome a decisión de axudar ós medios en galego porque é xusto, porque o merecen e porque se lles debe.

Ningún lector ou espectador deste país pode tampouco declararse alleo ou ausente cando pechan un trás outro os medios que se fan na nosa lingua. Os únicos que realmente poden garantir o futuro de calquera medio son os lectores, as audiencias e os anunciantes. Algo falla nun país onde tanta xente se declara amante da súa lingua ou tantas empresas utilizan a galeguidade para posicionarse nos mercados, pero logo non hai nin lectores nin anunciantes para os medios que se fan en galego. A desaparición dos medios no noso idioma non é  un problema nin unha responsabilidade da administración, é un problema e unha responsabilidade de todos.

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