Por José Ramom Pichel Campos
Ultimamente quando queremos definir qualquer cousa muitas vezes fazemos uso já não dos dicionários por acaso, mas da wikipédia, essa enciclopédia universal feita por voluntários do mundo que explicam o que são as cousas, quando é que aconteceram e muitos dados mais.
É muito interessante ver as diferentes definições que se dão deste ato de toda a história da humanidade nas diferentes línguas. Vejamos em primeiro lugar como define o ato na nossa língua variante de Portugal “O plágio é o acto de assinar ou apresentar uma obra intelectual de qualquer natureza contendo partes de uma obra que pertença a outra pessoa sem colocar os créditos para o autor original”.
Vejamos o que diz a língua de Castela a respeito do plágio “El plagio es definido por la RAE como la acción de “copiar en lo sustancial obras ajenas, dándolas como propias”. Desde el punto de vista legal, el plagio es una infracción del derecho de autor sobre una obra artística o intelectual de cualquier tipo, que se produce cuando se presenta una obra ajena como propia u original. Así pues, una persona comete plagio cuando copia o imita algo que no le pertenece haciéndose pasar por el autor de ello”.
E por último comprovemos o que diz a versão na língua global, quer dizer, no inglês: “Plágio está definido nos dicionários como uma apropriação equivocada, fazer uma imitação, pensamentos, ideias, ou manifestações, e a representação deles como sua propia obra original”. O conceito moderno de plágio como imoral surgiu na Europa só no século XVIII, por enquanto nos séculos passados autores e artistas eram incentivados a “copiar os mestres o mais estreitamente possível” e “evitar invenções innecessárias”.
Um tema que está na moda na engenharia linguística é a deteção automática de plágio em documentos. A tecnologia ao serviço de ideias nascidas no século XVIII, que antes era outra cousa e copiar era bem visto, por suposto sempre citando o autor ou a autora.
E aí também as diferenças entre as culturas, para a nossa língua quanto menos em Portugal se não se colocar os créditos é plágio, para o espanhol não fica claro que citando deixe de ser plágio, e por último para o inglês deixam uma dica, que isto de não poder copiar não é de toda a vida da humanidade, mais polo contrário. A história da humanidade é pêndulo de ida e volta, copiar é bom?, copiar é mau? O mundo não é binário.
Aviso que os três parágrafos anteriores foram copiados da wikipédia, para mim um dos meus melhores mestres atuais.
(*) Artigo publicado na coluna Medo aos aviões, do jornal Galicia Hoxe.
