Por José Ramom Pichel Campos
No mundo dos computadores, e segundo a wikipédia, “denominam-se periféricos aos aparelhos ou dispositivos auxiliares e independentes conectados à unidade central de processamento de um computador. Consideram-se periféricos tanto às unidades ou dispositivos através dos quais o computador se comunica com o mundo exterior, como aos sistemas que armazenam ou arquivam a informação, servindo de cor auxiliar da memória principal”.
Também se entende por periférico “ao conjunto de dispositivos que, sem pertencer ao núcleo fundamental do computador, formado pola CPU e a memória central, que permitem realizar operações entrada/saída (E/S) complementares ao processo de dados que realiza a CPU”. Estas três unidades básicas num computador, CPU, memória central e o subsistema de E/S, estão comunicadas entre si por três buses: o bus de endereços, para selecionar o endereço do dado ou do periférico ao que se quer aceder. O bus de controle, basicamente para selecionar a operação a realizar sobre o dado (principalmente leitura, escritura ou modificação) e o bus de dados, por onde circulam os dados.
Os periféricos são elementos fundamentais para um sistema informático. Por exemplo, o teclado e o monitor, são imprescindíveis em qualquer computador pessoal de hoje em dia (isso não acontecia nos primeiros computadores), são possivelmente os periféricos mais comuns. O rato também é um periférico fundamental para o funcionamento dos computadores. Lembro aquele ano de 1989 que pola primeira vez um rato num IBM PS/2 no colégio, nem sabia manejar mais do que um ligeiro movimento, com medo a rompê-lo.
Há uns meses saia uma notícia num jornal corunhês que pouca gente reparou, na que se comentava que Renfe e Comboios de Portugal tinham feito uma aliança ferroviária luso-espanhola que está a ligar já três vezes por semana os portos de Lisboa, Sines, Setúbal e Porto com Madrid, Barcelona, Zaragoza, Tarragona e Valência.
Com isto, o porto de Leixões (onde treina o grande Castro Santos) ganha em qualidade e serviços graças ao investimento espanhol o que facilitará o envio direto entre Portugal e Espanha de matérias que lhe fazem concorrência aos portos galegos de Vigo e Corunha.
Isto é, Renfe (que pagamos também os galegos) facilita que Portugal venda mais que uma comunidade autónoma baixo sua soberania desde há séculos.
Os habitantes da Galiza continuamos a pensar que somos importantes para a CPU da Península (Madrid). Mas a ver, que nos dá Espanha? Poder ser periférico.
(*) Artigo publicado na coluna Medo aos aviões, do jornal Galicia Hoxe.
