Paula Prado del Rio: “Vejo muita gente nova a fazer vídeos em galego”



foto-exteriorNeste ano 2021 há 40 anos que o galego passou a ser considerada língua co-oficial na Galiza, passando a ter um status legal que permitiria sair dos espaços informais e íntimos aos que fora relegada pola ditadura franquista. Para analisarmos este período, iremos realizar ao longo de todo o ano, umha série de entrevistas a diferentes agentes sociais para darem-nos a sua avaliaçom a respeito do processo, e também abrir possíveis novas vias de intervençom para o futuro.
Desta volta entrevistamos a advogada e deputada do Partido Popular, Paula Prado del Rio.

Qual foi a melhor iniciativa nestes quarenta anos para melhorar o status do galego?
Ao meu modo de ver, a iniciativa mais importante foi a aprovaçom da Lei 31/1983 de normalizaçom da língua galega. Umha norma histórica que continua a ser válida para impulsionar o conhecimento e uso da língua própria da Galiza.

Se pudesses recuar no tempo, que mudarias para que a situaçom na atualidade fosse melhor?
Seguramente a procura de consensos. Creio que a língua nom deveria estar de forma continuada no debate político, pois na Galiza nom existe um conflito linguístico na sociedade que justifique tanta intensidade ideológica quanto a um bilinguismo mui aceite por todas e todos.

Creio que a língua nom deveria estar de forma continuada no debate político, pois na Galiza nom existe um conflito linguístico na sociedade que justifique tanta intensidade ideológica quanto a um bilinguismo mui aceite por todas e todos.

Que haveria que mudar a partir de agora para tentar minimizar e reverter a perda de falantes?
foto-exterioriiDeveríamos centrar-nos em situar o galego nas tecnologias de vanguarda, que som o futuro de todos os códigos de comunicaçom. Também em promovê-lo nas famílias e na juventude, tanto nas redes sociais (que já vejo muita gente nova a fazer vídeos em galego tanto em TikTok como em Youtube ou Instagram) assim como procurar espaços de uso atrativos para eles como pode ser o conhecimento da Lusofonia com 250 milhons de falantes.

Achas que seria possível que a nossa língua tivesse duas normas oficiais, umha similar à atual e outra ligada com as suas variedades internacionais?
Essa é umha competência que só lhe corresponde à Real Academia Galega e serám logo os filólogos especialistas os que devam tomá-la. Até onde eu sei, nom é impossível ter umha dupla normativa, mas também temos que ser conscientes de que aumentaria a dificuldade de conhecimento, ensino e uso de umha língua como a nossa.


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  • https://pglingua.org/index.php abanhos

    A Paula se se tomar a moléstia de pesquisar no registro civis o seu sobrenome, descobrirá bem de seguida que é do Rio.
    Eu que tivem a fortuna de ler muita escritura do século XiX e primórdios do vinte, descobrim como nos registos se faziam verdadeiras falcatruadas. Por exemplo de pai da Pena, e filhos cinco, Um Peña, outo de la Pena, outro Dapena, outro Pena, e finalmente dela Peña, não havia coincidência em nenhum.
    Antes de 1850 achar um gonzalez era praticamente impossível eram todos Gonzalvez/s ou Gonçalves, depois de 1930/6 os gonçalves desapareceram todos.

  • Galician

    A AGAL e o PGL legitimando toda a espanholada havida e por haver dando a credibilidade a discursos completamente hipócritas e falsos (pra quedar bem na estrevista) de gente que trabalha contra o galego e contra Galiza dia sim e dia também. Lembrem o discurso destra impresentável o outro dia no Parlamento Galego sobre o tema da Política Autonómica dizendo que eles “nunca na vida vão botar a Guardia Civil de Galicia e nunca vão criar uma policia galega”

    Esta gente não merece uma entrevista no PGL, que a entrevistem no Correo Gallego.

  • https://pgl.gal Valentim R. Fagim

    As ideias força são: não há conflito linguístico e não é preciso conectar o galego com as outras variedades da nossa língua.

    No galeguismo institucional alguns defendem que há conflito linguístico mas não é preciso ligar-nos linguisticamente com as sociedades brasileira e portuguesa.

    Que será mais fácil de defender?