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Os da Ría: Compugemos umha cançom a Rueda que esperamos que volte a trazer para a Galiza o Xula Xope

Carlos Meixide (aka Arturo Puy) e Tomás Lijó (aka Fabián Santomé) som, junto a outros quatro músicos, Os da Ría. Entre 2009 e 2017 tocárom por todo o país parodiando a vida política, cultural e social galega. Agora, quase 6 anos depois da sua desapariçom, voltam aos cenários, como figérom os Beatles no documentário “Get Back”. Como eles asseguram, “a Galiza sempre os tratou muito bem, com todos os governos”.

Podedes apresentar-vos como grupo para aquelas pessoas que estejam despistadas?

Homem, Os da Ría, claro, é um grupo senheiro já, com umha longa trajetória. Há uns seis anos deixamos a nossa vida artística na que foi a nossa separaçom definitiva. Contudo, nas últimas datas houvo muita pressom para voltarmos, e, ainda por cima, houvo uma mudança de governo na Galiza. E nós, que sempre vivemos muito bem com todos os governos, quigémos também experimentar um pouco com este novo.

Aliás, o sobrinho de Fabián viu o documentário Get Back, sobre um encontro que tivérom os Beatles. Ao vermo-lo, pensamos que seria talvez boa ideia fazer nós um encontro destas caraterísticas: o Get Back d’Os da Ría. E nessas ideias, começamos a juntar-nos de novo e surgiu a possibilidade de atuar na Psicotroita de Sigüeiro. Aí pensamos que essa era umha boa maneira de esquentar os músculos e praticar alguma faixa nova que já temos, sobretudo do presidente Rueda. E assim foi que se nos deu por voltar aos cenários. A ideia principal é esta e também, se calhar, fazer umha residência terapêutica d’Os da Ría para que consigamos resolver todos os desencontros e, ao mesmo tempo, compor novos xites para se calhar tirar um disco no futuro ou dar um concerto especial. Estamos fazendo como a rapaziada: combinamos de vez em quando para recuperar a graça e testar músicas novas e isso.

A ideia principal é esta e também, se calhar, fazer umha residência terapêutica d’Os da Ría para que consigamos resolver todos os desencontros e, ao mesmo tempo, compor novos xites para se calhar tirar um disco no futuro ou dar um concerto especial.

E como vedes a volta? Porque o panorama da música galega mudou bastante, nom é?

Pois vemos a volta com muito interesse. Nós somos superfavoráveis às cousas novas. De facto, no outro dia já estivemos a provar ali, em Sigüeiro, com isto que se chama auto-tune e todos estes sistemas que há agora, que oxalá pudéssemos nós tê-los usado na nossa época para corrigirmos as vozes e tudo isso. Estes som uns inventos fantásticos que adoramos, porque já digo que estamos abertos a incorporar novas tendências nos xites e a nos modernizar.

E como vedes volver fazer parodia?

Nós estávamos um pouquinho cada um nas nossas vidas: eu mais em projetos empresariais e Fabián em projetos políticos. Mas agora voltamos a nos conectar com a atualidade, com o que se está passando. Ao voltar ao presente, também acontece que voltam as nossas atitudes de antes. Compugémos para o presidente Rueda unha música espetacular que esperamos que volte a instaurar na Galiza o Xula Xope, este jogo tam divertido do aro. Também temos a faixa sobre o escritor das Letras Galegas, algo que fazíamos sempre e que recuperamos com Fernández del Riego, com uma música intitulada “Pastillas del Riego”. E isso, estamos retomando o contacto com a atualidade e isso inevitavelmente está ligado a personagens e a assuntos que estám na moda.

Ou seja, que a ideia é divertir-se.

Sim, decerto. Como sempre, divertir-se e fazer a nossa carreira com as oportunidades que a Galiza sempre nos brindou. Tratando-nos sempre muito bem, com todos os governos. Porque nós somos a favor de tudo sempre: da Galiza, da gente nova, de que todos nos divirtamos e de que… venha!, para a frente, fazendo o que há que fazer. Estaremos aí fazendo o que figer falta. Os da Ría, alegria! Essa é a filosofia.

[Esta entrevista foi publicada originariamente no Novas da Galiza]

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