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Ofensiva espanholista: empresários contra o galego

PGL – «A língua pode favorecer os fluxos económicos, valorizar ou reduzir custos em transacçons comerciais e ser umha ferramenta muito útil para um empresário que pretenda projectar a sua actividade para além das fronteiras de seu país, para além dos limites linguísticos». Mas essa língua para o Club Financiero de Vigo é o castelhano, claro.

É isso que recolhe o documento Política linguística. Umha visom empresarial que, no quadro da série ‘Cadernos para o Debate’, apresentárom ontem o presidente e o director do Club Financiero de Vigo, Jaime Borrás e Jesús Bahíllo.

A publicaçom diz ter como objectivo «dar a conhecer as dificuldades que começárom a encontrar as empresas viguesas à hora de contratar pessoal qualificado procedente de outras comunidades espanholas e com filhos em idade escolar». Do CFV chegam a afirmar que algumas grandes corporaçons possam, pola questom linguística, transladar as suas delegaçons territoriais fora de comunidades que aplicam um regulamento linguístico similar ao da Galíza.

O documento coloca o galego como causa da «fragmentaçom do mercado», da possível falta de investimentos «espanhóis e estrangeiros» e afugentador de «profissionais muito valiosos», além de criticar a política de subsídios, concursos e ofertas da Administraçom pública galega, igualmente um travom por causa da língua.

Nom admira que a Lei de Normalizaçom Linguística de 1983 seja louvada, pois, «possibilitou uma convivência e equilíbrio aceitáveis do galego e do castelhano», mas «desde 2005, e sobretudo a partir da publicaçom do Decreto 124/2007 as possibilidades de escolarización em castelhano foram reduzidas notavelmente, até o ponto de que em algumas etapas educativas são praticamente nulas».

O CFV diz estar na contra das imposiçons, porque «avivam as posiçons contrárias e corre-se o risco de prender o lume da discórdia e o confronto», embora as suas reflexons se refiram sempre negativamente para com o galego.

«Que a Galiza seja uma comunidade bilingüe deveria ser uma vantagem, e dificilmente se pode justificar que a preservación de uma língua possa se converter numa restriçom para a aprendizagem e a concorrência em outras», afirmam.

Ora bem, o documento refere só o espanhol como factor de competitividade e progresso económico, «como demonstra o valor de 15% do PIB de Espanha atribuído ao castelhano». Assim, alertam que «nom garantir o seu pleno conhecimento às geraçons futuras possa ter graves consequências para a economia galega».

Os exemplos de Gales, do Alto Adagio-Trentino/Süd Tirol (Itália), da Finlándia, e da Irlanda som defendidos como modelos a seguir. Desta maneira, o CFV propom que sejam os pais os que decidam a língua em que educarem os seus filhos, e os empresários e comerciantes os que escolham o idioma dos seus rótulos; por seu lado, a Administraçom deve atender e responder os escritos dos cidadaos na língua em que estes se dirigirem a ela, e a sinaléctica oficial no território deve ser bilingüe, castelhano-galego.


Acreditar na capacidade do País é a chave, afirmam da Mesa

[Actualizaçom às 17h56] 

PGL – A Mesa pola Normalización Linguística respondeu de imediato as afirmaçons do CFV. Para essa entidade, os casos do País Basco e da Catalunha «demonstram que formantar a língua própria no ensino nom é prejudicial para a economia», acrescentando que «o desenvolvimento económico sim está pejado por aqueles grupos que nom acreditam na capacidade do País».

Para a entidade normalizadora «a direcçom do CFV segue ao pé la letra o catecismo do PP em matéria linguística: camuflam de ‘bilinguismo harmónico’ a sua descarnada proposta de que o galego careça de protecçom oficial, mentem e manipulam sobre a realidade sociolinguística do País, obviam o reconhecimento constitucional e estatutário do galego e passam por alto a existência de tratados internacionais sobre direitos linguísticos que estám a ser vulnerados com o galego»

 

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