PGL – A quarta-feira dia 10 de junho, reuniram-se no Clube Literário do Porto os especialistas Francisco Niebro, Júlio Meirinhos e José Meirinhos para debaterem o futuro do mirandês.
Desde 1999, ano em que os direitos do mirandês foram reconhecidos através do decreto-lei 7/99, de 29 de Janeiro, a língua mirandesa tem sido divulgada de uma forma mais ou menos constante. Para isso muito contribuiu a obra de Francisco Niebro (pseudónimo de Amadeu Ferreira) que traduziu já mais de 100 de autores portugueses e estrangeiros para mirandês.
Contudo, o Mirandês no ensino é apenas uma opção, o que para os especialistas “É pouco dignificante (…) Era necessário formar mais professores e investigadores, bem como produzir-se manuais. Tudo isto poderia fomentar a própria economia do concelho e promover a fixação de pessoas”.
O contributo de Francisco Niebro com a língua mirandesa (autor, entre outras, das traduções de «Os Lusíadas», da «Bíblia» e dois volumes do «Asterix») tem ainda espaço na rede, nomeadamente no blogue «Cumo quien bai de camino» onde se podem ler poemas da sua autoria, assim como traduções das obras de autores como Almada Negreiros, Alexandre O’Neill, Garcia Lorca, Ruy Belo, Fernando Pessoa, Miguel Torga, Safo, Gil Vicente, Catulo, Nietzsche, Bob Dylan ou Leonard Cohen, entre muitos outros.
+ Ligaçons relacionadas:
- “Dez anos de Mirandês como língua oficial” [cienciahoje.pt]
- Mirandês, dez anos de oficialidade em Portugal [PGL, 29/01/2009]
