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O IX Festival da Terra e da Língua está com as alternativas à crise capitalista

Fundaçom Artábria – Amanhá começa o Festival da Terra e da Língua, organizado pola Fundaçom Artábria no Moinho de Pedroso, em Narom. Como cada ano, é dedicado a umha temática de actualidade, desta vez nom só para a Galiza, mas para todo o mundo.

Lendo os jornais, vendo as tv’s ou acedendo à Internet, comprovamos a profunda instabilidade que padece o sistema mundial, o hegemónico e injusto capitalismo. Depois de duas décadas de intenso bombardeamento ideológico sobre as suas supostas bondades, agora comprovamos que nem tinha que ser necessariamente eterno, nem era o melhor dos mundos possíveis.

No panorama internacional, as guerras imperialistas inçam as regions ricas em recursos naturais e energéticos. A substituiçom do porta-voz da máxima potência capitalista nom mudou a lógica predadora que caracteriza o sistema, nem impediu a generalizaçom da crise económica.

Na Galiza, os efeitos da crise global manifestam-se em ERE’s, despedimentos, desemprego e aumento da pobreza, da injustiça e dos conflitos sociais. Somos as e os de sempre que nos vemos obrigados a pagar as contas das grandes corporaçons e empresas, que tenhem os governos ao seu serviço e só utilizam a maioria social para se manterem no poder à custa do nosso trabalho e dos nossos votos, num simulacro democrático cada vez mais descarado.

O limite dos recurso energéticos e naturais está a ser mais um factor acrescentado às cíclicas crises capitalistas, que junto ao papel das mulheres e dos povos oprimidos na injusta repartiçom da riqueza na Galiza e no mundo obrigam a um debate e umha actuaçom coordenada e conjunta no seio do movimento popular.

A Fundaçom Artábria quer contribuir modestamente para esse debate e para essa acçom com este Festival da Terra e da Língua. Alguns e algumhas activistas dos movimentos sociais galegos vam acompanhar-nos em Pedroso para estabelecermos um diálogo aberto sobre estas questons e sobre outras que sem dúvida irám surgir.

Como cada Verao, contamos contigo para que este encontro anual sirva aos objectivos de sempre: a música, o teatro, o debate, as exposiçons, a diversom e a luita, no caminho de umha Galiza libertada.

Programa:

17 de Julho (sexta-feira)
19.30 Passaruas por Pedroso
22.00 Apresentaçom do Festival
22.15 Concerto
– Arenga (GZ)
– Retobato (GZ)
– Skacha (GZ)
01.30 Repichoca Ártabra (Traz o teu instrumento)

18 de Julho (sábado)

11.00 Roteiro pola zona
12.00 Apertura da exposiçom “Crise de aquí e crise de alá” de Gabriel Tizón
12.45 Teatro clandestino
13.00 Sessom Vermú com o duo Eva e Camilo
16.00 I Campeonato Futebol 3
16.30 Aula de Ecologia
17.30 Festivalzinho
19.30 Debate “Alternativas à crise capitalista”
– Anxo X. López Pintos, Secretário Comarcal da CIG-Ferrol
– Lidia Senra, Sindicato Labrego Galego
– Alexandre Rios Bergantinhos, militante de BRIGA
– Teresa Rua, Cooperativa Xoaninha
22.00 Pregom com Lidia Senra
22.15 Concerto
– Les Moreaus (Bretanha)
– Kogito (GZ)
– Trapalhada (GZ)
– Dj Doctor Mandanga (Ska, punk, pachanga, rumba…)

 

Mostramos-vos como antecipo uns vídeos dos grupos participantes:

Retobato

Arenga

Skacha

Trapallada

Kogito

 

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