Nationalia.cat – Esta vez tampouco será possível. O Aragom continua longe de ter a sua Lei de Línguas, logo de que ontem o PSOE aragonês recua-se na sua decisom de apresentar umha proposta da lei às cortes de Aragom.
A aprovaçom desta norma foi umha promessa eleitoral de Marcelino Iglesias, actual presidente aragonês, catalano-falante, e assim, na última semana o PSOE anunciou que hoje apresentaria umha proposta da lei em solitário.
Os socialistas aragoneses decidírom que a regularizaçom do aragonês e do catalám, as duas línguas minoradas do país, «nom é urgente». El periódico de Aragón afirmou na segunda-feira que o PSOE decidiu posicionar-se cara a direita após seu sócio do governo, o Partido Aragonês Regionalista (PAR) se opusera a apoiar um projeto de lei que reconhecesse, por exemplo, o direito dos falantes das duas línguas minoradas a ser atendidos na administraçom no seu idioma.
O PAR, como o Partido Popular, nega que a língua falada no extremo oriental do Aragom seja o catalám –em oposiçom ao que dizem todas as autoridades linguísticas– e rejeitarám umha lei que inclua esta denominaçom.
Actualmente, o PSOE é o partido em maioria no Parlamento autonómico, com 30 escanos de um total de 67. O PP e o PAR tenhem 23 e 9 respectivamente. Os partidos restantes (Chunta Aragonesista, CHA) e Esquerda Unida do Aragom (EUA), tenhem quatro e um escano, respectivamente, e som os mais favoráveis a umha lei de máximos com respeito às línguas. Especialmente o CHA, que aspira à co-oficialidade das três línguas (catalám, aragonês e castelhano).
O PSOE, que já anunciou que procurará umha «redaçom de consenso», rejeitou umha mudança do status com respeito às línguas oficiais.
Actualmente, as duas línguas som reconhecidas na legislação autonómica, mas falta por desenvolver umha Lei de Línguas na que se regule o status das línguas, o uso e a normalizaçom, e os direitos das comunidades linguísticas respectivas.
Há em andamento, umha campanha para reclamar que o governo cumpra de umha vez a promessa de elaboraçom de umha lei em matéria linguística. Llei de llengües, si, conta com os apoios de um bom número de entidades culturais, sociais e de academias aragonesas, além dos assinantes individuais.
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