PGL – O número 85 do Novas da Galiza traz em destaque a aceleraçom do “processo de destruiçom do património natural” por parte do governo do PP, em especial polo Plano Aqüícola, num momento em que duas sentenças do tribunal superior de Justiça da Galiza resultárom favoráveis ao colectivo ambientalista Adega.
Segundo as informaçons da publicaçom soberanista, as ressoluçons judiciais “poderám assentar precedente”. Para o Novas da Galiza, isto demonstra que “a persistência do movimento popular na defesa do ambiente dá os seus resultados, como já dera no passado em casos como Baldaio, as barragens de Sela e Návia ou as fragas do Eume”. E isto, num contexto em que a imprensa generalista prefere olhar para outra parte.
Outras novas que podemos ler na capa do último Novas da Galiza som a renovaçom de Rafael Louzán como presidente do PP de Ponte Vedra ou o regresso do Apalpador. A primeira notícia é valorizada como um “aplauso à corrupçom”, ao tempo que se assinala que o político de Riba d’Úmia “alicerçou a sua ascensom económica e política, entre outras cousas, no contrabando de tabaco”. Esta e outras questons analisam-se no interior da publicaçom numha completa reportagem.
Sobre a segunda, o periódico galego de informaçom crítica trata os trabalhos de recuperaçom do Apalpador, figura mitológica autóctone do Natal galego, e assinala iniciativas de diferentes centros sociais para revitalizá-lo este ano. Ainda, lembram que fôrom apresentados vários contos com este personagem como protagonista, entre eles a coediçom O conto do Apalpador. O tratamento desta figura complementa-se na contra-capa do jornal com umha entrevista ao pintor Leandro Lamas, autor da primeira representaçom gráfica do gigante carvoeiro.
O número completa-se com opinions e análises de Pim Patinho, Nemésio Barxa, Valentim R. Fagim, Carlos C. Varela, Paulo R. Reis, João Aveledo, Francesco Traficante e Ernesto Vázquez Souza; entrevistas a Pedro Alonso (da porta-vozia de Causa Galiza), Virxinia Rodríguez (nova presidenta de Adega), Begonha Caamanho (jornalista e escritora), Xosé Ramón Caamaño (colaborador da associaçom’O Xeito’) e Leandro Lamas (pintor); reportagens sobre os “volúveis” valores da Igreja católica (em especial polo díspar tratamento do aborto e da pederastia), a privatizaçom dos serviços sociais galegos, ou as já referidas sobre o Apalpador, Rafael Louzán ou a planificaçom aqüícola da Junta e o humor de Franjo Padim.
A Revista
Já no suplemento A Revista analisa-se a condiçom da Corunha como “capital da simbologia fascista”, pois é a cidade do país com maior quantidade de ruas e monumentos consagrados ao franquismo. Também se publica mais um roteiro, desta volta para a zona da Torre de Morgade, propriedade dos Altamira e construída no século XIV, quando Lopo Peres de Moscoso consegue licença do Arcebispo de Compostela, mas finalmente acabará derribada em finais do século XV pola Revoluçom Irmandinha, que também acaba com o vizinho castelo de Messia. Completa os conteúdos d’A Revista a habitual secçom de humor da plataforma ridiculista Sei o que nos Figestes…, na que é a sua derradeira colaboraçom no suplemento.
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