PGL– Com a publicaçom do último número, o 88, o jornal Novas da Galiza alcança a sua primeira publicaçom soberanista de referência, e a que mais números tinha editado por enquanto com esta orientaçom política. Seguiram-se dous projectos nos anos 90 do século passado, o Gralha e o efémero Já, que actualmente nom sobrevivem.
Como homenagem ao jornal editado na emigraçom argentina entre 1926 e 1936 o Novas da Galiza oferece este mês aos subscritores um boletim especial, maquetado de forma semelhante a como era editado A Fouce, com umha análise do que significou esta publicaçom na altura em que era editada e ainda da projecçom dos seus ideais na actualidade.
Os textos deste suplemento, da autoria de Bernardo Penabade, incluem entrevistas ao especialista n’A Fouce Núñez Seixas e ao ex-director do Gralha e primeiro director do Novas da Galiza José Manuel Aldea. Numha nota editorial, o jornal anuncia também a preparaçom de um livro sobre o periódico arredista que sairá em Julho.
O Novas da Galiza chega ao número 88 consolidado no panorama informativo galego, com um recente aumento de páginas e sem ter falhado nengum mês ao seu encontro com os leitores desde há mais de sete anos. Ainda, um renovado conselho de redacçom anunciou há só um mês que continuariam a trabalhar para aumentar a periodicidade do jornal, actualmente mensal.
No númeno 88 o Novas da Galiza leva à capa a privatizaçom da sanidade galega, as investigaçons a Emilio Botín por narcotráfico ou a resoluçom da greve das instalaçons desportivas. Conta com entrevistas a Flora Baena, irmá de um dos últimos militantes assassinados polo franquismo, e a Clara e Lucia da Cova da Terra.
As reportagens mais extensas debruçam-se sobre o sector da carne galego, o desembarco das multinacionais nas rias galegas, a ediçom independente na Galiza e os riscos da Internet. Em análise também aparecem várias opinions sobre a luta feminista e sobre a necessidade de umha greve geral na Galiza. Assinam artigos de opiniom Lídia Senra, Valentim Fagim, Ana Paz, Ernesto Vázquez Souza e João Aveledo com a sua secçom habitual de Galiza Natural.
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