Por José Ramom Pichel Campos
Comment 1: desde a chegada dos computadores ou das máquinas lógicas, trabalhar com os sonhos de fazê-los funcionar é parte fundamental do jogo de interação com eles. Como cada inovação, desde o cinema até o web, os novos formatos nascem com as linguagens dos seus antepasados tecnológicos, logo desenvolvem novas gramáticas que os fazem madurecer e são caneados finalmente polas novas visões do mundo, que normalmente racham com as regras dos anteriores. Assim fijo Google com os seus avôs pesquisadores.
Comment 2: o web por exemplo foi num começo um transportar o texto que vinha desde a imprenta a um novo suporte. Explorar novas fórmulas era um repto para tempos melhores. Só quando madureceu, ou quiçá a maturidade foi por causa disso, o web funcionou como um lugar de encontro para as redes sociais a questão explodiu e com ela novos diálogos e novos jeitos de se relacionar. E nas novas tecnologias quando qualquer cousa explode o baptiço nominativo é automático. A web 2.0.
Comment 3: a acumulação dos dados diários aumenta a velocidade dos nossos passeios, das nossas navegações e deus não joga aos dados.
Comment 4: com este tipo de enfrentamento visual os textos poderemos fazer facilmente resumos automáticos beijando o que interesa, saboreando em zigue-zague o principal, o tempo como valor sobrante.
Comment 5: vemos muitas vezes os computadores como seres que se deixam programar, mas para além de ser isto certo, os computadores também estão mudando a forma de como nos relacionamos as pessoas e de como nos comunicamos também com eles. Retroalimentação pura.
Comment 6: novas tecnologias ou as cozinhas ecológicas solares instalam-se onde não há sol, e lá onde há muito nem se sabe que não é preciso a lenha para jantar todos os dias do ano.
Comment 7: no filme Babel os protagonistas também vivem em diferentes ondas tecnológicas, o japão de velocidade infinitamente digital, uma velocidade de escutar com auscultadores, em cidades de tectos altos com uma surdomuda como protagonista. Um Marrocos de cuidadores de cabras maravilhados por um arma automática. Um Estados Unidos que cruça a fronteira reencontrando-se com a festa de ganas de viver ao som dos primeiros acordeões tecnologicamente falando, os diatónicos.
Comment 8: quando a ansiedade (re)aparece a resposta automática do sistema é tomar uma pílula. Melhor não procurar que é o que lhe sucede ao sistema humano colapsado, não vaia ser que descubramos que a tecnologia médica também é realidade virtual.
(*) Artigo publicado na coluna Medo aos aviões, do jornal Galicia Hoxe.
