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Nasce em Ordes a Associaçom Cultural Foucelhas

PGL – Vem de ser constituída a Associaçom Cultural Foucelhas, formada por um grupo de jovens da comarca de Ordes preocupados pola forma estancada e institucionalizada da actividade social in/existente no seu contorno. A associaçom será apresentada amanhá, dia 17 de julho,  no «Bar Orellas» de Ordes.

O acto começará às 20h com a apresentaçom da A.C. Foucelhas e, a seguir, o historiador e director da revista Murguía, Uxío-Breogán Diéguez, ministrará umha palestra com o título O nacionalismo galego diante do Golpe militar e o Franquismo (1936-1975). Resistência na comarca de Ordes. Umha vez rematada, o grupo de pandereteiras Bouba dará início à foliada que encerrará a jornada.

Da associaçom afirmam que o colectivo nasce com a vontade de potenciar e dinamizar a luita e protesta social, a denúncia das injustiças e a participaçom democrática verdadeira de todo o povo.

A nova associaçom tem já um blogue no serviço de hospedagem da Associaçom Galega da Língua (Blogues AGAL-gz), desde o que fornecerám informaçom sobre as suas futuras actividades.

Beningno Andrade ‘Foucelhas’

Benigno Andrade Garcia, alcunhado o ‘Foucelhas’ por ter nascido no 22 de Outubro de 1908 no lugar do mesmo nome, sito na freguesia de Cabrui, concelho de Messia, foi umha das principais figuras do anti-franquismo armado da Galiza do século XX. Dos seus 44 anos de vida, 16 passou-nos fugido nos montes da Galiza.

Ao começar a Guerra Civil espanhola, Foucelhas, filiado à CNT, aderiu a umha coluna que se dirigia à Corunha, cidade já tomada pelos grupos golpistas da extrema-direita, o que o obrigou a voltar para Cúrtis. Interveu numha requisa de armas em Fisteus e em outra de dinamita na estaçom do comboio de Teixeiro. Temendo represálias dos sectores fascistas, integrou-se nas numerosas guerrilhas rurais galegas que combatiam o fascismo na altura. Durante a guerra, estivo doente de difteria e mantivo-se na convalescença e oculto em diferentes locais do concelho. Tendo sido convocado para o recrutamento militar polas autoridades franquistas, acabou por ser declarado prófugo.

Por volta de 1941, já recuperado da difteria que padeceu, assumiu a direcçom de um grupo guerrilheiro actuante nos concelhos de Sobrado e Arçua. No ano 1945 resultou ferido e os camaradas levárom-no para o sanatório de Santo Nicolau, na Corunha, onde foi operado. Recuperado novamente, o guerrilheiro participou activamente no Exército Guerrilheiro da Galiza como combatente destacado, na V Agrupaçom, que agia na zona de Ponte Vedra.

Capturado a 9 de Março de 1952 pola Guarda Civil espanhola franquista, foi assassinado polos fascistas mediante o cruel método do garrote vil, na prisom da Corunha, em 7 de agosto de 1952.

 

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