Valentim R. Fagim – Todo amante dos livros tem um foco, umha área onde o seu fetichismo supera inclusive as chacinas das mudanças em que sempre acabamos desfazendo-nos de parte da nossa biblioteca. O meu foco som os livros sobre história externa das línguas e digo externa porque os volumes centrados nas mutaçons formais da língua estám muito longe de cativar o meu interesse.
Depois, nem todas as histórias externas da língua seguem o mesmo padrom e tudo depende de se autor tem alma de filólogo ou nom. Felizmente, Bill Bryson nom tem alma de filólogo. O subtítulo em inglês da fé disto que estou a afirmar: An Informal History of the English Langage in the United States.
Quem lê a história do inglês dos EUA, nom está a ler apenas língua como também história. Avançamos nas suas páginas e, à par das questons linguísticas que nos aliciaram a adquirir o livro, encontramos diferentes aspetos da história da sociedade que a fala, e tudo aparece a dançar tam subtilmente que nem damos por isso: o capitalismo, a alimentaçom, a publicidade, o cinema, o sexo, a guerra e ainda outras áreas passam polas nossas maos com umha infinitude de dados e curiosidades que nom nos deixam largar o livro. Para além das nossas filias ou fobias, a história e a sociedade dos EUA pode provocar em nós muitos estados, mas nunca a indiferença. E só acabar o livro e ter a sensaçom de decifrar melhor alguns porquês daquele enorme país que se nos escapavam entre os dedos.
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