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Lançamento de “A UPG em Portugal e alguma coisa mais” em Ferrol

O evento decorrerá na próxima quarta-feira, dia 8 de fevereiro às 19:30 no Ateneo Ferrolán (Rua da Magdalenta 202, 204). O autor, Luís Gonçales Blasco, conhecido como “Foz”, estará acompanhado por Francisco Sampedro e mais por Bernardo Máiz.

Foz durante o lançamento em Vigo | foto de Jose Goris

Em 2012, Luís Gonçales Blasco “Foz” apresentava um vasto livro sobre a política e organização exterior da Unión do Povo Galego (UPG) nos seus primeiros anos. Com o presente texto, o livro cresce e é revisto, mostrando como a UPG encontrou, em Portugal, um lugar para fazer política contra a ditadura franquista e, da mesma forma, contra a política antisalazarista. A relação com a esquerda portuguesa continua, de facto, a ser uma parte fundamental da política do nacionalismo galego. Abordam-se aqui, também, as relações da UPG com os partidos espanhóis à esquerda do PSOE e, ainda, com os partidos nacionalistas não signatários da Carta de Brest.

Este volume apresenta, em suma, um olhar privilegiado da história política da Galiza contemporânea, no tempo do tardofranquismo e da Transição, dada a implicação política do seu autor na história que relata. O livro caminha entre esta história política documentada e o relato em primeira pessoa de momentos importantes da história do soberanismo galego, como o episódio em que se ouve, pela primeira vez, Zeca Afonso, na Galiza.

Luís Gonçales Blasco (Foz, 1941) contacta em 1960 com o grupo Brais Pinto. Na Galiza, incorpora-se no Conselho da Mocidade, de onde será expulso, como todos os membros considerados “comunistas”, pelo sector pinheirista. Com uma boa parte dos expulsos e pessoas de gerações anteriores, como Luís Soto e Celso Emílio Ferreiro, fundam a UPG a 25 de julho de 1964. Passa à clandestinidade em janeiro de 68 e, meses mais tarde, procura asilo político na França. Em 1969, com a ajuda inicial de Henrique Harguindey, começa a organizar a infraestrutura e a militância europeia da UPG. Em 1978, abandona a UPG para se integrar no Partido Galego do Proletariado, assistindo ao seu congresso fundacional. Desde então, move-se sempre no mundo do independentismo, organizado ou sem organizar.

Foz é professor aposentado de Língua e Literatura, membro da AGAL e académico da Academia Galega da Língua Portuguesa, tem publicado trabalhos em revistas, como Agália ou o Boletim da AGLP, bem como em livros coletivos ou de homenagens. Antes de publicar, em 2012, “A política e a organizaçom exterior da UPG (1964–1968)”, o seu trabalho mais ambicioso nesse campo, tinha publicado “Da crise no Comité Central da UPG em 1976 à cisom da FPG em 1989”, no livro coletivo “Para umha Galiza Independente”, coordenado por Domingos Antom Garcia e publicado em 2000.

Francisco Sampedro

Francisco Sampedro (A Corunha, 1956) é Doutor em Filosofia e catedrático de Ensino Medio, autor de diversos ensaios sobre literatos galegos, entre outros: Vicente Risco, Rafael Dieste, Uxío Novoneyra. Recebeu o prémio da Crítica de Ensaio em duas convocatórias, por Ideoloxía e Distorsión (1998) e A violencia excedente (2006).
Foi relator nas Universidades de Vigo, Compostela, Lausanne, Poitiers, Bologna, e na École Normale Supérieure de París. Traduziu diversos textos de filosofia contemporánea, entre outros, a Jean-Paul Sartre, Georges Labica, Alain Badiou, Jacques Rancière, Slavoj Zizek, etc.
Escreve regularmente sobre crítica literária e política em imprensa, recentemente no suplemento cultural Nordesía. É membro do conselho de redação da revista galega de pensamento crítico A trabe de ouro, da que foi cofundador.
Colabora com a Escola Europeia de Psicanálise, e com a “Aula Castelao”, onde ministrou conferências dentro da “Semana de Filosofía de Pontevedra”. O seu último livro é Figuras da finitude (2015)

Bernardo Máiz Vázquez (Ferrol, 1950) Licenciado em Filosofia e Letras e doutor em História, foi professor e catedrático de Ensino Medio. É autor duma destacada produção sobre património marítimo galego e história da Galiza, nomeadamente repressão franquista, resistência antifranquista e sindicalismo nacionalista. Foi assessor histórico de varias produções cinematográficas.

Bernardo Máiz

Em 2008 recebeu o Premio Didáctico da Fundación Fraguas do Museo do Pobo Galego, em 2010 o Premio Murguía ao Labor e Mérito Historiográficos, outorgado pola Asociación Galega de Historiadores, sendo em 2018 finalista na Gala do Libro Galego na categoria de investigaçom com Amada García e os seus arredores, Edicións Embora (2017).

As suas ultimas entregas historiográficas formam parte das obras coletivas Os nomes do terror, Sermos Galiza, três edições 2017-2018. Hei de entrar no meu povo, reivindicarmos Carvalho Calero, Edicións Embora, 2019. O Carvalho que eu fun en Ferrol (Coor), Club de Prensa, 2020. Galicia 1972, a clase obreira e a cidadanía contra franquismo. Fundación 10 de Marzo, 2022. As outras protagonistas da Transición, Universidade da Coruña, 2023 (no prelo).


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