PGL – Finalmente, a Junta retificará as alusões ao castelhano como «língua própria» da Galiza que apareciam no prego de contrataçom de umha milionária campanha de propaganda do decretaço, segundo informa Xornal, o diário que desvendou o escândalo há uns dias.
No entanto, o Executivo de Núñez Feijóo terá de responder igualmente, à volta do verão, a pergunta registada no Parlamento polo BNG. O texto dos nacionalistas fala abertamente de «manipulaçom tendenciosa» e de «falsificaçom e manipulaçom da legalidade». Julgam, aliás, que se trata de uns factos que atentam «gravemente» contra o nosso idioma.
Os nacionalistas ironizam também com o alto custo da campanha de propaganda, superior ao milhom de euros, que chega «em tempos de crise económica», e que terá como objetivo «poder explicar as curiosas razões que levam a Conselharia da Educaçom a proibir o ensino em galego de matemáticas, física, química, ou tecnologia, ou a impedir no ensino infantil qualquer mínimo contacto com o galego».
Do BNG lembram que o prego de prescrições técnicas manipula «grosseiramente» o artigo 59.1 do Estatuto galego para dizer que «o Estatuto de autonomia da Galiza reconhece o galego e o castelhano como línguas próprias e cooficiais da Galiza», afirmaçom «absolutamente falsa». E apontam, aliás, que se omite «de modo deliberado» o conteúdo do artigo 59.3, onde, em relaçom com as obrigas dos poderes públicos, indica-se que «potenciarám o emprego do galego em todos os planos da vida pública, cultural e informativa»; ou o artigo 19.2, em que define como funçom essencial da Comunidade Autónoma da Galiza «a defesa da identidade da Galiza».
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