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Herman Alves: “Procuramos músicas originais que consigam abraçar o mundo”

foto-de-ernanO seu nome é Herman Alves. Mora em Montreal, no Quebec. Está no meio do caminho entre os 60 e os 70 anos. Dirige a Hermedia Publishing, produtora musical que acaba de editar uma homenagem à Amália Rodrigues, em comemoração do centenário do seu nascimento, e imediatamente depois um novo disco do Zé Perdigão (conhecido entre nós pela interpretação do “Sou galego até ao Mondego”).
Nascido em Porto de Mós, no distrito de Leiria, Herman Alves (1957) deixou Portugal para emigrar primeiro à Alemanha e depois ao Quebec, ainda durante a adolescência. Na América do Norte entrou no mundo dos negócios nos ramos da hotelaria, a informação tecnológica, as telecomunicações, o lazer e o turismo. Nestes dias passados esteve convidado no Grandes Vozes, o programa do Marco Pereira Oliveira, para falar da sua participação na indústria musical.

Do centro de Portugal para a Alemanha e depois para o Quebec
No momento de se apresentar, o entrevistado situa-nos geograficamente na Serra dos Candeeiros, perto da praia de Nazaré, a só vinte minutos do mar e a outros tantos de Fátima; perto das grutas de Mira D’Aire e do Mosteiro da Batalha, “onde houve a grande guerra entre castelhanos e portugueses em 1494”. Segundo as suas próprias palavras, a infância de Herman Alves foi difícil: “Donde eu venho só havia pedras. Pedras para brincar, pedras para construir… mesmo a agricultura era feita entre as pedras, porque tínhamos pouco terreno cultivável. No meu primeiro livro, que se intitula Breaking Stone, recolho essa história de que com dez anos comecei a trabalhar partindo pedras para a construção de uma estrada”.

A infância de Herman Alves foi difícil: “Donde eu venho só havia pedras. Pedras para brincar, pedras para construir… mesmo a agricultura era feita entre as pedras, porque tínhamos pouco terreno cultivável. No meu primeiro livro, que se intitula Breaking Stone, recolho essa história de que com dez anos comecei a trabalhar partindo pedras para a construção de uma estrada”.

Mas não só foi difícil o período da infância. Quando o rapaz contava com 12 anos, a família emigrou para a Alemanha e esteve na cidade de Hamburgo por um período de um ano. Posteriormente, tomaram rumo ao Quebec para começar de novo: “Chegamos a Montreal em 1969 e naquela cidade recebi a educação. Com os atrasos na escola – pelos anos perdidos, anteriormente em Portugal e Alemanha e por não ter conhecimento nem do francês, nem do inglês, e sem muitos apoios por parte da família- deixei os estudos aos 15 anos. Os filhos de migrantes necessitamos um apoio que não temos: as nossas famílias agarram-se ao trabalho e pensam que os filhos têm o apoio necessário na escola, mas não é assim. É por isso que há muitos jovens que largam. No meu caso, só mais tarde -sendo adulto- consegui entrar para a universidade”.

Paixão pela música
A paixão pela música fez com que aos 16 anos Herman Alves liderasse a criação de um grupo musical, o “25 de Abril”, mas a iniciativa não chegou a alcançar o estrelato: “compreendi que tinha imaginação, mas carecia de talento suficiente para a interpretação musical”, enfatiza Alves. Contudo, aos 26 anos vinculou-se à música de jeito diferente: tornou-se empresário. Primeiro comprou um clube, passou a organizar espetáculos numa sala com capacidade para 400 pessoas e depois participou na criação de dois encontros musicais conhecidos no mundo todo: The Montreal International Reggae Festival em 1988 e o Festival Des Rythmes du Monde em 2004.

Aos 26 anos vinculou-se à música de jeito diferente: tornou-se empresário. Primeiro comprou um clube, passou a organizar espetáculos numa sala com capacidade para 400 pessoas e depois participou na criação de dois encontros musicais conhecidos no mundo todo: The Montreal International Reggae Festival em 1988 e o Festival Des Rythmes du Monde em 2004.

Após deixar por um tempo a organização de eventos, em 2012 retornou à música através do filho maior. Juntos abriram vários locais em que estão em convívio as exposições de artes plásticas, a oferta gastronômica e a música ao vivo.
Atualmente dirige a Hermedia Publishing, a empresa de produção musical que organizou a antes citada homenagem à Amália Rodrigues pelo centenário do seu nascimento: “Comecei a comunicação com artistas de vários países. Queríamos que o mundo cantasse para a Amália canções originais e estiveram disponíveis David Garcia(USA), Mandie Vieira (Austrália), Zé Perdigão (Cabo Verde), Kelly Rosa (Brasil), Karina Beorlegui (Argentina), Cordeone (França), Sónia Shirsat (Índia), Marta Raposo (Canadá), Mayya Rud (Ucrânia), Vânia Dilac (Portugal/Açores) e Magma Gospel (Portugal/Açores)”.
Finalizados os trabalhos desse disco de grande sucesso, também com a colaboração do Zé Perdigão, o empresário luso-canadiano começou uma nova aventura, neste caso a produção do novo disco do artista de Guimarães assentado em Cabo Verde. O Abraços é uma homenagem às diásporas dos países lusófonos e entre as diferentes canções que contém está a intitulada “A Costureirinha”, escrita em colaboração por cantor e produtor e “inspirada na vida da minha própria mãe”, segundo proclama Herman Alves com orgulho.

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