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‘Galiza, um povo sentimental?’, prémio AELG 2015 na categoria de ensaio

O livro Galiza, um povo sentimentalGaliza, um povo sentimental? Género, política e cultura no imaginário nacional galego, de Helena Miguélez-Carballeira e publicado na Através, foi galardoado com o prémio da Associaçom de Escritores e Escritoras em Língua Galega (AELG) à melhor obra de ensaio. Nesta categoria, a obra de Miguélez-Carballeira concorria com dous trabalhos publicados pola Alvarellos: Á procura da poesía. Vida e obra de Luz Pozo Garza, de Aurora López e Andrés Pociña, e Leandro Carré. Un século de cultura e compromiso, de Xosé Manuel Maceira Fernández.

Xemma Fernández, co-diretora da Através, acredita que se trata de um «reconhecimento muito importante» por parte do «’sistema’ literário galego» ao trabalho da viguesa e, também, para a editora, a Associaçom Galega da Língua (AGAL) e «todas as pessoas que trabalham por fazer ‘normal’ a nossa língua internacional». Cumpre lembrar que Galiza, um povo sentimental? é traduçom ao galego-português de uma obra originalmente publicada em inglês.

Por sua parte, Valentim Fagim, um dos coordenadores da edição junto de Matias García, explica que o projeto «nasceu na cabeça de Ernesto V. Souza. Ele lera a edição original em inglês e achara que podia calhar muito bem com a Através». Neste senso, as avaliações que fizo a equipa da editora «fôrom muito positivas». Nom obstante, Fagim assinala que «ainda mais positiva a atitude da autora, Helena Miguélez, sem cuja generosidade esta obra não seria editada na Através, dado que a tradução de Fernando Corredoira foi paga com umha sua bolsa académica».

Por último, Fagim acha que um dos «acertos» da ediçom foi a capa, responsabilidade de Miguel Penas, «umha capa que mata a indiferença e que te obriga a saber de que vai o tal livro».

A construçom de um mito

Em Galiza, um povo sentimental?, Helena Miguélez trata a construçom do mito da Galiza como sentimental e feminina. O que se pretende é assim analisar as maneiras em que, desde o século XIX, a história cultural e política do país vem marcada por este tropo colonial, fundamento discursivo que viu alimentar a relaçom disfuncional entre a Galiza e o Estado Espanhol.

Ao longo deste livro, fruto do rigoroso trabalho de Helena Miguélez-Carballeira, encontraremos respostas a muitas perguntas que cumpria fazer: é a Galiza um povo sentimental? É possível construir uma história desde a subalternidade? Pode uma língua ser indecente? Que origens reivindicar? Fica a crítica reintegracionista livre de toda culpa na sentimentalizaçom da imagem da Galiza?

Daquela, o que este livro nos oferece é tanto uma necessária incursom no passado ainda presente da Galiza e os seus mitos como uma aposta valente para entender o complexo discursivo colonial desde uma perspectiva de género.

A autora

Helena Miguélez-Carballeira (perfil)Helena Miguélez-Carballeira (Vigo) é professora titular de Estudos Hispânicos na Universidade de Bangor, no País de Gales. Filóloga de formaçom e doutora pela Universidade de Edimburgo, as suas investigaçons tratam de modo primordial a história cultural galega e espanhola desde uma perspetiva pós-colonial e feminista. Além de ter traduzido ao inglês Maria do Cebreiro (I Am Not from Here; Shearsman, 2010) e ter editado o livro A Companion to Galician Culture (Tamesis, 2014), tem publicado em revistas como o Bulletin of Hispanic Studies ou The Translator, sendo ademais diretora do Centro de Estudos Galegos de Gales e editora de Galicia21: Journal of Contemporary Galician Studies.
 

 

 

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