PGL – O secretário-geral da UPG, Francisco Rodríguez, soma-se às vozes críticas com a decisom da Real Academia Galega de nom dedicar o Dia das Letras de 2010 a Ricardo Carvalho Calero, aliás da «maquiavélica utilizaçom de um nome bem-querido, o de um homem bondadoso e poeta senlheiro, Novoneyra».
Num artigo publicado no diário digital GZnación, Rodríguez, critica a RAG por estar imersa nas «intrigas próprias de um elitismo mesquinho», exibindo ainda um comportamento no qual «nada entre a covardia, o servilismo, a queixa egótica e o medio cénico, mal dissimulado, a desagradar quem manda», especialmente pola sua atitude «perante a agressiva política lingüística do PP, nada ambígua e de factos destrutivos contundentes». No entanto, para o líder da UPG e filólogo de formaçom, o mais preocupante resulta do «espírito de seita», o «possibilismo elitista» e clarificadores silencios que emanam da Academia.
Nesta linha «sectária» e «covarde» é que Rodríguez situa a decisom da RAG de nom homenagear Carvalho Calero em 2010, decisom que «pasma pola zúnia que expressa, pola intolerância teimosa do holding». E, pior ainda, para efectiviar este desprezo teria-se teria-se recorrido a umha «maquiavélica utilizaçom de um nome bem-querido, o de um homem bondadoso e poeta senlheiro, Novoneyra, para contrarestar a evidência».
Rodríguez recolhe afirmações de membros da RAG que rejeitárom a escolha de Carvalho Calero por resultar «conflitivo» nas actuais circunstâncias. «De ser certo», escreve, «retrataria mais umha vez o carácter acomodatício da instituiçom», mesmo convertendo-se «em mero apêndice do poder autonómico mais confessamente espanholista que tem havido na Galiza».
Também se pronúncia o articulista sobre as críticas à candidatura de Carvalho Calero por defender para a nossa língua postulados reintegracionistas, sentenciando que este argumento «pode ser um dos motivos para a maioria dos corporativos, adictos ao isolacionismo recalcitrante, de gestaçom universitária. Mas cuido que a zúnia nom se pode explicar sem o desgosto perante a independência de critério intelectual, político e cultural de Carvalho». Para o líder da UPG, essa independência é que nom lhe perdoárom.
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