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Feminismo e tradiçom na Gentalha do Pichel

Género tradiçom gentalha do pichel

Esta quarta-feira 14 de março às 20 horas, a historiadora e cantante Faia Diaz abrirá as jornadas abertas “O GÉNERO DA TRADIÇOM” com a palestra A História pola mao. Oralidade, criaçom e afeitos. “A história pola mao viria ser a história que queremos que seja, a que nos corresponde contar. Histórias da vida para criar, para remover a ideia que temos sobre o passado”, explica a palestrante.

Através de diferentes trabalhos, Diaz  partilhará as suas ideias à hora de abordar a tradiçom musical desde umha perspectiva feminista, “sobre o valor do íntimo, o efémero ou perdurável nas fontes orais, o potencial criativo dos afeitos, o carácter transformador dos mesmos e a necessidade de expressá-los artisticamente”, engade.

A iniciativa da Gentalha do Pichel procura oferecer a visiom de diferentes profissionais a falar de três elementos fundamentais do Patrimonio Imaterial: a Oralidade, a Música e o Baile desde diferentes perspectivas de género. A próxima será na quinta-feira 21 de março à mesma hora, com a etnomusicóloga Xulia Feixoo na palestra “Os fios invisíveis. O papel da mulher na música de tradiçom oral da Galiza”, sobre o giro conceptual das musicas tradicionais cara aos processos culturais que os gera. “Analizaram-se os piares sobre os que se sustentou o binarismo de género na música de tradiçom oral de Galiza e o jeito no que estas claves estam a ser retransmitidas na actualidade a través do folclorismo. Mediante unha lectura crítica destas prácticas propom-se a creaçom de novos cenários nos que poidamos repensar a música de tradiçom oral como um espaço igualitário”, explicam desde a organizaçom.

Fecharám as jornadas Chus Caramés e Carme Campo (Carminha Do Porrinho) o 4 de abril ás 20h. Educadoras e bailadoras, as gestoras do projeto Andar cos tempos convidam a revisar o baile tradicional galego com perspectiva de género. Reexaminarám o baile tradicional, identificando estereotipos sexistas e debatendo sobre o próprio conceito da tradiçom como uma questom estática. Aliás, a través de materiais audiovisuais de recolhas de campo, também será analisada a transmissom entre geraçons, reflexionando sobre a continuaçom e o legado “que queremos deixar á que nos segue”.

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