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EspaiTuga pede a inclusão do português no sistema educativo plurilingue valenciano

PGL Países Catalães – EspaiTuga, uma associação cultural que “pretende difundir, promover e estabelecer um vínculo entre as culturas dos países de língua portuguesa e a cultura valenciana”, solicitou à Conselharia da Educação da Comunidade Valenciana a incorporação do português ao sistema educativo autonómico.

A medida seria possível através do Decreto sobre plurilinguismo que a Conselharia negocia atualmente com a comunidade educativa. EspaiTuga pede a presença da língua e cultura portuguesas no currículo de colégios e liceus valencianos “ao mesmo nível que outras línguas estrangeiras como o francês, alemão e italiano” e lembra que várias comunidades autónomas, como a Galiza, Castela-Leão, Estremadura e Andaluzia, “já apostaram pelo português como língua veicular estrangeira nalgumas matérias ministradas em Primário e Secundário”.

O coletivo assinala que a Escola Oficial de Idiomas de Valência é “a que tem mais alunos de português em toda Espanha, uns 480 estudantes, superando mesmo às províncias limítrofes com Portugal”, o qual “demonstra o interesse e a demanda crescente por formar-se na língua lusófona”.

A grande maioria dos alunos das EOI da Comunidade são professores de Primário e Secundário dos colégios públicos e concertados de Valência, pelo qual a associação solicitou à Conselharia que nas titulações administrativas para ministrar aulas em língua estrangeira se inclua a Capacitação em Português (B1 + Curso A para Primário e B2 + Curso B para Secundário). Para a associação, este reconhecimento por parte da administração seria “normalizar uma realidade que se dá dentro do grupo de docentes da Comunitat Valenciana”.

Por último, a entidade lusófila incide na importância de formar aos alunos numa língua que oferece um amplo futuro laboral por ser oficial em potências emergentes como o Brasil e Angola, onde estão a emigrar muitas pessoas do Estado espanhol na procura de trabalho ou expandindo seus negócios, pelo qual cada dia são mais as empresas com negócios no estrangeiro que solicitam trabalhadores que saibam português.

 

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