PGL – Bieito Lobeira, deputado do Grupo Parlamentar do Bloco Nacionalista Galego (BNG), apresentou duas perguntas parlamentares a respeito das violaçons do Plano Geral de Normalizaçom da Língua Galega no referente ao uso do galego por parte do concelheiro corunhês Carlos Negreira (PP) e do conselheiro da Indústria, Javier Guerra.
O gupo nacionalista também perguntou acerca das medidas adoptadas para o cumprimento da Proposiçom nom de lei sobre uso público do idioma galego por parte dos cargos públicos da Junta da Galiza.
Segundo o contido da questom apresentada por Lobeira «é evidente o cumprimento desigual do acordo parlamentar nas diversas câmaras municipais da naçom, mas o que resulta já grotesco é a atitude de candidatos e cargos publicos do Partido Popular, que nem só excluem o galgo de qualquer intervençom pública, senom que ademais desprezam a legalidade vigente em matéria toponímica, fazendo bandeira eleitoral do combate à língua galega».
Com isto refere-se, por exemplo, a Carlos Negreira, vereador corunhês e candidato do Partido Popular à Câmara Municipal desta cidade quem, no nome da «liberdade» e, pola suposta «imposiçom», «burla-se da Lei de Normalizaçom Lingüística (aprovada no seu dia por unanimidade) pretendendo derrogá-la, e realiza a sua campanha eleitoral, de modo oral e escrito, ignorando, deturpando e atacando o nome oficial da sua cidade».
Assim, Lobeira pergunta à Junta acerca das medidas que tem previsto adoptar a Secretaria Geral de Política Lingüística para que o contemplado no Plano Geral de Normalizaçom, referente ao uso do galego por parte de cargos públicos das câmaras municipais e deputaçons, se efectivice na prática, assim como a valorizaçom da do próprio governo sobre o tema, quais som os casos nos que observa maior incumprimento e que opiniom lhe merece a atitude em relaçom com a língua galega de Carlos Negreira.
Guerra, exclusom sistemática
Lobeira, na outra pergunta parlamentar apresentada, amossou o parecer polo modo de proceder do conselheiro da Indústria, Javier Guerra. A nossa língua é banida «de muitas intervençons públicas por parte conselheiros e altos cargos da administraçom». Por isto o Parlamento já aprovara em 18 de Fevereiro de 2010 e por unanimidade (daquela, também com o voto favorável do Partido Popular), a seguinte Proposiçom nom de lei:
O Parlamento da Galiza insta a Junta da Galiza a que, em cumprimento da legalidade vigente, ponha em conhecimento dos seus cargos públicos e dos organismos e entes autonómicos, sociedades públicas e instituiçons dela dependentes, a necessidade de fazer uso público, tanto oral como escrito, da língua galega no desempenho da sua responsabilidade pública.
Segundo Lobeira, comprovou-se como, «lamentavelmente, o conselheiro da Economia e a Indústria segue a fazer, de modo teimudo, reiterado e deliberado, caso omisso dos acordos políticos da própria legalidade». Assim, assinalou Guerra como quem de modo mais obstinado e redundante exclui o galego nas suas intervençons públicas no desempenho da sua funçom.
Por isto o BNG pergunta por que motivo exclui a língua galega de modo sistemático no desempenho da sua responsabilidade pública, vulnerando a legalidade vigente.
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