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Comunicado da Associação de docentes de português na Galiza- Fevereiro 2017

COMUNICADO DE IMPRENSA – Fevereiro 2017

Perante a iminente publicação da oferta de emprego público da Conselharia de Educacção para 2017 na Comunidade Autónoma da Galiza, a Associação Docentes de Português na Galiza (DPG), solicita que nesta oferta sejam incluídas vagas da especialidade em língua portuguesa no ensino secundário.

Esta petição justifica-se por:

  1. Mais de 1700 pessoas estudam português nos centros de ensino secundário galegos no presente ano académico (http://www.edu.xunta.gal/portal/node/19285), além de mais de outras 1100 nas EOIs (Escolas Oficiais de Idiomas).

  2. Há mais de 15 anos que a língua portuguesa é lecionada como matéria própria nos centros de ensino público galegos.

  3. A Lei Paz-Andrade, aprovada por unanimidade pelo Parlamento galego já em março de 2014, estabelece que:

«É preciso fomentar o ensino e a aprendizaxe do portugués, co obxectivo, entre outros, de que empresas e institucións aproveiten a nosa vantaxe lingüística, un valor que evidencia a importancia mundial do idioma oficial dun país veciño, tendo en conta tamén o crecente papel de bloques como a Comunidade dos Países de Lingua Portuguesa.»

E, no seu artigo 2, fixa que:

«O Goberno galego incorporará progresivamente a aprendizaxe da lingua portuguesa no ámbito das competencias en linguas estranxeiras nos centros de ensino da Comunidade Autónoma de Galicia.»

  1. A inexistência de vagas da especialidade de português nos liceus galegos coloca numa constante e permanente situação de incerteza e precaridade todos estes anos de trabalho, esforço e dedicação a favor da língua portuguesa, tanto do corpo docente como do discente.

Convocando vagas de português seria evitado, por exemplo, que o translado ou a baixa de um/a docente fizesse com que desaparecesse o português da oferta educativa dum centro,  devido a que a nova pessoa contratada não constuma ser especialista na matéria, nem às vezes, minimamente formada na área.

Ou seria evitado também que a matéria de língua portuguesa continuasse a ser lecionada mas não com a qualidade exigível no ensino público.

  1. A Galiza está muito atrasada face da Estremadura espanhola na implementação da língua portuguesa como uma prioridade estratégica. Enquanto na Galiza não chegam a 10% os centros de ensino primário e secundário que têm oferta de português, na Estremadura alcançam 71%. Isto tem-se traduzido na primacia da autonomia estremenha nas relações bilateriais luso-espanholas.

Estas mínimas razões, suficientes e de evidente importância, levam-nos a insistir mais uma vez na nossa petição à Conselharia da necessidade de convocarem vagas específicas de língua portuguesa no ensino secundário galego sem mais demora.

A DPG

Santiago de Compostela, a 1 de fevereiro de 2017

DPG – Associação de docentes de português na Galiza

http://www.dpgaliza.org/ sede:EOI – Santiago de Compostela

Rua Ulpiano Villanueva, 1-3, 15705 Santiago de Compostela

dpgaliza@gmail.com / Telf: 617815502 / 606627363

CIF: G70199518 – Nº Registo Central Assc.: 2008/012384-1



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