PGL – A página da Confederación Nacional do Traballo (CNT) publica, desde o passado dia 23, um arrepiante relato que refere um alegado caso de repressom por defender a língua galega, conforme a legislaçom vigente, sofrido por um professor de Matemática no liceu “Manuel Murguia” de Arteijo.
Os feitos referem ao acontecido há agora um ano, quando entre 8 e 23 de abril de 2008, o professor (conhecido como Brais, no relato apresentado pola CNT) foi fazer uma substituiçom para dar aulas no IES “Manuel Murguia” de Arteijo.
Brais, sempre segundo o publicado pola CNT, reclamou ao departamento e à direcçom do centro que as aulas de Matemática deviam ser ministradas em galego, tal e como determina o decreto 124/2007, mas a partir de aí começou um “processo kafkiano” com Brais vindo a ser acusado de até quatro faltas graves pola Inspecçom educativa:
- Por reclamar que as aulas fossem dadas em galego.
- Por entrar na chefatura de estudos com a “gorra posta”.
- Por dizer a um ex-alcaide de Arteijo e professor de Matemática, despois da charla no departamento, que “nom tinha educaçom pois o deixara com a palavra na boca”.
- Pola utilizaçom do seu blogue particular para manipular o alunado, pois nele dava a conhecer como a polícia entrava frequentemente no centro educativo para “rastrejar rapazes e raparigas”.
O processo da Inspecçom educativa que, segundo refere a CNT, sempre se dirigiu a Brais em castelhano, começou em setembro de 2008 e prolongou-se durante seis meses, resolvendo finalmente a expulsom de Brais das listas de interinos e substitutos de Matemática, até que nom houver oposiçons, fechando-lhe a possibilidade de trabalho como professor até esse momento.
A CNT denuncia a indefensom do afectado e, ainda, a actuaçom da própria Inspecçom educativa que considerou Brais em todo momento culpável polo seu “aspeito”, porque “parecia um aluno passota” e porque “parecia um inspector de Galego”.
E tudo isto “em época do governo bipartido”, acrescentam da CNT, que anuncia, além disso, que levará o caso às mais altas instâncias e denunciará as pessoas responsáveis por este caso de repressália a um professor galego falante que, no seu direito e cumprindo com as normas, queria dar as aulas em galego.
