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Carlos Calhom: «No tocante ao relacionamento com Portugal, estamos praticamente ao mesmo nível de Múrcia»

PGL – Carlos Calhom, recentemente eleito presidente do Comité do Estado espanhol da Agência Européia para as Línguas Minoritárias (EBLUL), explicou ontem qual o trabalho a desenvolver nessa entidade.

Em essência, irá manter um labor de interlocuçom mais intenso com diferentes organismos internacionais a respeito da vulneraçom dos direitos linguísticos na Galiza e, ainda, explicar aos próprios cidadaos quais som esses direitos.

A EBLUL (siglas que se correspondem com o seu nome em inglês, European Bureau for Lesser-Used Languages) é um organismo reconhecido como consultivo pela ONU, o Parlamento Europeu e o Conselho da Europa.

O presidente d’A Mesa anunciou que desenvolverá um «trabalho contra as atitudes de racismo linguístico e xenofobia que estám em aumento na Europa, com discursos a nível do Estado como o do Partido Popular, que considera que há línguas de primeira e de segunda, línguas que podem ser usadas com normalidade e línguas que nom».

Outras das linhas de trabalho da EBLUL para os próximos três anos é conseguir que a Declaraçom Universal de Direitos Linguísticos, elaborada e assinada por organizaçons nom governamentais em Barcelona em 1996, entre as que se encontrava A Mesa, seja reconhecida por uma resoluçom da ONU. Para isso, já mantiveram reunions com embaixadores e embaixadoras, com a esperança de que possa haver resultados concretos antes de que finalize este ano 2008.

Calhom assinalou que o Comité de Peritos do Conselho da Europa considera que na Galiza nom se está a aplicar a Carta Europeia das Línguas em campos como o ensino, a administraçom, a justiça… Igualmente apontou que ao assinar a Carta Européia das Línguas o Estado espanhol comprometeu-se a facilitar a recepçom das televisons e rádio portuguesas na Galiza, algo que até o de agora nom é possível.

Finalmente, o presidente da Mesa assinalou que «no tocante ao relacionamento com Portugal, estamos praticamente ao mesmo nível de Múrcia, porém muito embaixo de uma comunidade como a Estremadura, que nom tem como nós uma ponte como é a da língua».

 

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