Por José Ramom Pichel Campos
Os formatos, sempre os formatos finalmente. Se tomamos cada um dos nossos dias desde começos da manha e começamos a gravar o que fazemos em todo o dia, isso é unicamente o que nos acontece.
Mas dependendo como fagamos a montagem final teremos mais oportunidades de fazer que a nossa vida seja comédia com essa música estilo Benny Hill, podemos fazer que seja espetacular com essa música de fundo wagneriana, sem invadir Polónia, ou podemos atingir a saudade de Satie e o seu piano.
Por tanto, o importante não é o que sucede, mas sim como explicamos o que sucede, a música que soa de fundo ao que sucede, a gestura corporal do que acontece.
Na tecnologia desde há muitos anos existem diferentes formatos, feituras de gravar os nossos dados e até os produtos audiovisuais. Um destes novos formatos é o chamado Blu-ray que vem sendo um novo jeito de armazenamento em 12 cm de diâmetro exatamente a mesma distância que tem o CD e mesmo o DVD usado por todos nós. Lembro quando na Faculdade de informática falava-se há muitos anos de chegar a conseguir a capacidade de 4 CD num. Tecnologicamente falando era um desafio muito grande chegar ao mesmo tamanho dum CD e guardar informação até quatro ou mais vezes. A velocidade tecnológica, tanta gente pensando e implementando. O Blu-ray é o formato sucessor do DVD que vem sendo capaz de armazenar por exemplo filmes de 4 horas sem perder nenhum tipo de informação.
Existe como em quase todas as tecnologias uma associação que se encarrega de desenvolver padrões do Blu-ray Disc, neste caso chama-se BDA. Quem está trás esta associação é a Sony e a Panasonic. Mas sem o apoio das grandes como Warner Bros., MGM, Columbia ou a Fox não teria ganhado a guerra de formatos com o HD DVD.
Pradolongo é um bonito filme feito integramente em galego e que tivo problemas na Galiza para ser apresentado na rede de cinemas precisamente por isso. Há três jeitos de montar este fato, um desesperando-se, outro viver dos subsídios, outro procurar soluções. Optaram pola terceira e recentemente foi apresentado em Braga (Portugal) com grande sucesso sem usar legendas, isto é, o público português viu e ouviu sem ter de utilizar textos em português de Portugal.
Pradolongo conseguiu dous grandes desafios. Ser o primeiro filme galego feito na Galiza apresentado no pais vizinho na sua forma original sem legendas em galego ou em english (verdadeira língua internacional). E segundo, adiantar-se utilizando já o formato Blu-ray.
(*) Artigo publicado na coluna Medo aos aviões, do jornal Galicia Hoxe.
