PGL – O passado 3 de Dezembro, Dia Internacional do Éuscaro, foi o dia escolhido para representantes d’A Mesa e do Behatokia, Observatório de Direitos Linguísticos do éuscaro, assinalarem a Administraçom do Estado como a que mais vulnera os direitos linguísticos dos falantes de línguas cooficiais no Reino de Espanha.
Na conferência de impresa realizada na Corunha, Carlos Calhom, presidente da Mesa, e Paul Bilbao, director do Behatokia, salientárom que ainda nos dias de hoje «é muita a cidadania que nem sequer sabe que nos organismos estatais com sede nas suas comunidades autónomas também tenhem direito a ser atendidos na sua língua».
Ambos responsáveis apontárom que o novo relatório, que virá à lume em breve, do Comité de Peritos do Conselho da Europa, órgao responsável pala avaliaçom do cumprimento da Carta Europeia das Línguas Regionais e Minoritárias (CELRM), «denunciará de novo que o Estado [espanhol] nom está a cumprir a Carta, desatendendo as sugestões de relatórios anteriores».
Quer os serviços, homólogos para o galego e para o éuscaro, da Linha do Galego e do Euskararen Telefonoa (serviço em que se baseou o primeiro), tenhem sido fundamentais na hora da elaboraçom dos relatórios sobre os direitos linguísticos, sendo que Paul Bilbao achou muito surpreendentes as críticas que o serviço está a receber na Galiza.
A esse respeito, Calhom afirmou que as cartas enviadas a administraçons e empresas em momento nengum som ameaçantes, «quem tiver umha carta na qual ameaçamos alguém ou na qual obrigamos a falar em galego devê mostrá-la, pois é falsa».
Conselho das Línguas Oficiais
Por outro lado, Calhom também informou que o Conselho das Línguas Oficiais na Administraçom Geral do Estado, órgao interministerial criado em 2007, vai utilizar os expedientes de queixa encaminhados pola Mesa para avaliar o grau de aplicaçom na Galiza da normativa vigente em matéria linguística e, em seu caso, «adoptar as medidas de correcçom que se considerarem oportunas».
Mendez Romeu novamente na polémica
A polémica com o conselheiro da Presidência, José Luís Méndez Romeu, subiu ontem inteiros quando este falou em «usurpaçom de funçons públicas, de ameaças ou de coacçons», referindo-se às supostas cartas enviadas pola Mesa a comerciantes por nom usarem o galego, chegando o assunto mesmo ao Parlamento da Galiza. Da entidade normalizadora animam publicamente os receptores das supostas missivas «a denunciar ante os julgados o assunto, pois trata-se de umha falsificaçom».
Bem ao contrário, d’A Mesa informam que o que estám a fazer é tramitarem expedientes de queixa por vulneraçom de direitos lingüísticos, por exemplo por empresas que acosam os seus trabalhadores que falam galego ou empresas (como a Imprenta Porvén da Corunha) que cobrabam un sobrepreço à sua clientela se queriam usar o galego.
Precisamente a começos de 2009 será publicado o primeiro dos relatórios da Linha do Galego, com toda a informaçom compilada de queixas, consultas e parabéns, através da informaçom enviada pola cidadanía, indicando todos os expedientes tramitados e a situaçom dos mesmos. As cartas e a informaçom enviada pola entidade a diversas pessoas físicas e jurídicas, esclarecem, «vam identificadas co logótipo, o endereço, a página web e o correio electrónico da Mesa, e assinadas polo seu presidente».
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