Assim pensa M. Amélia F. Fernandes das “Conversas com Isaac Alonso Estraviz”

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Sr. Professor Isaac, meu bom amigo.

Peço desculpas por só agora responder ao seu e-mail. Queria fazê-lo, depois de ler o maravilhoso livro que me ofereceu. Terminei ontem. É um bom livro, que se lê com entusiasmo e rápido. Não o terminei mais cedo de ler porque com o Albino aqui, sempre tenho mais trabalho.

Adorei este livro. Se já antes o admirava, agora muito mais. Tomando conhecimento de tudo o que o Sr. professor fez, e pelo que passou, para o conseguir, se antes já o admirava, agora muito mais. É uma pessoa exemplar, determinada, alguém que luta pelos seus objetivos e caminha, caminha sempre, ainda que o faça sozinho. Os meus sinceros parabéns!

Não me interessa se foi padre ou fosse o que fosse. Para mim, há-de ser sempre o meu grande e bom amigo prof. Isaac Alonso Estraviz, que veio da Galiza para me incentivar, “empurrar” para as lides escolares. O que muito agradeço. Tudo o que tem feito por mim, a ajuda que me tem dado, o entusiasmo com que fala dos meus poemas, penso isso se deve à experiência, à luta que o Sr. Professor teve de enfrentar, para hoje se alegrar, ao ver seus esforços reconhecidos. Também reconhece a minha luta que, embora sendo diferente, não deixa de ser uma luta; a minha luta que por vezes se torna um pouco complexa.

Felizmente, com pessoas como o meu amigo prof. Isaac, tem sido bem mais fácil conseguir caminhar. Bem haja, meu bom amigo. Que Deus o recompense, uma vez que os Homens não lhe tem reconhecido tal Grandeza.

Quanto à Sra Maria Virgínia Guerra Monteiro, ainda bem que gostaram dela, e do que ela faz, como ela declama. Nem tudo foi confusão! Quem sabe, um dia, quando for oportuno, não me coloca em sintonia com essa senhora? Começo a sentir desejo de chegar mais “longe”, conhecer novas gentes, trabalhar mais e melhor. Tenho vindo a pensar no que queria fazer mais. Vamos ver o que o tempo e os anos me reservam.

Ah! Quando lia o seu livro, comentei várias vezes com o Albino que o Sr. prof. de tanto que já fez, por tanto que já passou, até parece que já viveu há mais de 100 anos e no entanto, continua uma pessoa jovem, muito jovem. Seu espírito é de um menino que brinca, sorri, que joga com o destino, desafia os senhores que se julgam donos do mundo, mas, não têm pernas para andar, nem coragem, para enfrentar uma luta com uma pequena formiguinha… como gostei de ler o livro… quando o tempo permitir, vou relê-lo novamente, para melhor interiorizar seu percurso de vida, sua existência, que desejo, que continue por muitos e muitos anos.

 

Maria Amélia Fonseca Fernandes, “Poetisa de Arosa”, nasceu o 10 de fevereiro de 1956 em Arosa, Guimarães. Aos 12 anos começou a trabalhar numa fábrica de fiação até a sua reforma. Tinha então só até quarto de básica. Com trinta e tal anos  fez do 5º ao 12º e depois entrou na Universidade Católica de Braga onde se licenciou em em EAC’s. Leva publicados 17 livros, quase todos de poesia.

 

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