Arranca a Womex 2021, em Portugal, com participação de Mateus Aleluia

Músico brasileiro é pesquisador há mais de meio século da música afro-barroca



mateusaleluia-capaA Womex 2021 – Wordwide Music Expo, chega a cidade do Porto entre os dias 27 a 31 de outubro e, como em todas as edições, na programação estão shows, mostra de filmes, debates e expositores de todos os continentes, apresentando e divulgando seus talentos para o Mundo.

Nesta edição, o Brasil está muito bem representado por Mateus Aleluia, músico, compositor e pesquisador da ascendência musical pan-africana do Brasil. Ele apresenta seu show no dia 30 de outubro, no Teatro Rivoli, às 21h45 (horário de Lisboa).

O artista

mateus_aleluia_big_75114Mateus Aleiluia é baiano, da cidade de Cachoeira e, nos anos 1970, participou do grupo Os Tincoãs, que foi uma das primeiras referências musicais a trazer elementos africanos para a música popular brasileira.

A convite do governo angolano, no ano de 1983, os Ticoãs foram para aquele país para participar de um projeto de pesquisa cultural Ao final do projeto, Mateus Aleluia resolveu ficar em Angola, onde passou 20 anos realizando estudos antropológicos.

mateus-aleluia-foto-vinicius-xavier-divulgacaoAo voltar ao Brasil, retomou sua carreira musical e, desde então, lançou três discos, sendo o último “Olorum” em 2020 pelo SESC Digital, que desde seu lançamento vem sendo aclamado pela crítica e público.

O disco tem a participação especial do pianista João Donato, que toca nas faixas Amarelou e Bem-te-vi. O disco conta ainda com o trombone de Douglas Antunes e do toque dos violoncelos de Filipe Massumi, músico responsável pela arquitetura do álbum “Olorum”.

Aos 78 anos, Aleluia está em Portugal para mostrar seu trabalho. Já se apresentou em Évora, no dia 22 de outubro e no dia 30 sobe ao palco da Womex.

Para conhecer o trabalho de Mateus Aleluia, aceder ao sítio do SESC Digital

José Carlos da Silva

Desde 2008, José Carlos da Silva é correspondente do PGL no Brasil. Residente em Campinas (São Paulo), acredita que para a Galiza "Não existe paixão fora do Reintegracionismo." É periodista, produtor de conteúdo e revisor. Escreve contos, poemas e divagações, mas ainda não publicou livros.


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