Apresentação da “Antologia da poesia em galego: Ernesto Guerra da Cal” em Ferrol

Na quarta-feira 22 de dezembro às 19h no Centro Cultural Torrente Ballester



 

No presente ano calha o 110º aniversário do nascimento de Guerra da Cal. Para o lembrar, na Através foi publicada uma antologia poética coordenada por Paulo Mirás e apoiada pola AGLP e polo Concelho de Ferrol.

cartaz-guerra-da-cal

Fruto desta parceria entre a editora e a cidade onde nasceu o autor, surge um evento para dar a conhecer a sua figura: Decorrerá no dia 22 de dezembro, às 19h no Centro Cultural Torrente Ballester, e a entrada é livre.  O evento inclui palavras e sons.

A apresentação será responsabilidade de Tiago Alves, representando a Através Editora. A seguir, Joel Gomes, especialista e autor do livro Ernesto Guerra da Cal, do exílio a galego universal, dissertará sobre a sua figura. Paulo Mirás, a seguir, recitará poemas musicados na guitarra por Isabel Rei que concluirá o evento acompanhada da voz de Maria Giménez Fernández.

Com este trabalho, a editora pretende dar visibilidade e divulgar a obra poética de mais um grande vulto do reintegracionismo.


Paulo Fernandes Mirás

paulo-fernandes-mirasPaulo Fernandes Mirás nasceu em Ordes e cursou estudos superiores na cidade da Corunha, onde realizou as carreiras de Inglês e Galego e Português; os mestrados de Literatura Cultura e Diversidade e de Professorado de Educação Secundária Obrigatória, Formação Profissional e Ensino de Idiomas; onde está a fazer o Doutoramento em Literatura atualmente. Foi o responsável das antologias poéticas de Ricardo Carvalho Calero (2019) e Ernesto Guerra da Cal (2021) publicadas na Através Editora e a biografia de Ricardo Carvalho Calero (2020) publicada na editora Ir Indo. É professor de língua e literatura galegas e Académico Correspondente da AGLP.

O Fernandes Mirás, resposável pela coletánea, diz do livro“Escolhemos estes poemas, pois achamos que são os mais representativos da extensa obra poética de Guerra da Cal. Só ficou a necessidade de lembrarmos o que tem insistido nos prólogos dos seus livros e que tem sido combustível nas suas veias à hora de (sobre)viver, ser e fazer mundo. O sonho de uma Galiza livre e liberada no político, no geográfico e no linguístico.”


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  • Arturo Novo

    O nosso é que não tem jeito! Que pouco respeitinho nos temos a nós mesmos! Ou, melhor dito, que pouco nos respeitam alguns companheiros ao resto dos sócios! Continuamos a promocionar a pessoas, não já a pessoas isolacionistas, senão a pessoas que nos são completamente hostis, como a esta professora do Consevatório Professional de Música de Santiago de Compostela. Ela ao seu, a exprimir-nos bem exprimidos. Para ajudar-nos como associação, apesar de ser uma reintegracionista de longa data, nem está nem se lhe espera. Ai, mas para fazer uso dos nossos recursos editoriais ou para participar e promocionar-se através dos nosos eventos, como neste caso, é a primeirinha em apontar-se. A culpa não é dela, a culpa é de quem consinte. Olhai vós que não haverá músicos e músicas pola Galiza adiante dos que botar mão! Pois não, há que botar mão da protegida da Teresa Moure. Sim Teresa Moure, a protegida do companheiro e Sumum Sacerdote da Editorial Através, o Valentim Fagim. Continuamos como sempre, quem tem padrinhos batiza-se. E sem a menor dúvida, a professora do Conservatório de Compostela os tem dentro da Agal. Perdão, perdão, que me confundi: a Agal é um nome proscrito para ela. Ela colabora com a Através. Que risa Maria Luisa! Ala, venha a gozar do amiguismo, que são três dias! Já temos três pés para o banco, só falta um quarto. Com estes precedentes, dentro de pouco passaremos de ser uma associação para a defesa da língua a uma organização feminista a tempo completo. Como era o conto do cuco?

    • https://pglingua.org/index.php abanhos

      Isto caro, é uma mijada por fora. Edita-a

      • Arturo Novo

        Respeito todos os pareceres. Mas, sobretudo, a falta de melhores argumentos em contra, respeito o meu.

  • Ângelo Cristóvão

    Caro Arturo, por uma vez só vou entrar neste assunto, para dizer que o exagero e a etiquetação das pessoas que citas, Isabel Rei e Teresa Moure, nos extremos, no distanciamento a respeito da AGAL, não tem justificação. Mesmo que fosse alguma delas menos vocacionada para apoiar os projetos da associaçom – e são vários e variados – não cabe dizer que se apoia a quem está da parte de fora. Porque serviria também para o contrário: a colaboração com pessoas que não coincidem plenamente com a AGAL é uma forma de ampliar a base. Quanto a uma “proteção” de uma pessoa a respeito de outra, acho que já somos todos maiores de idade. Desculpa, mas essa forma de discutir um evento não contribui. Dito com todo o carinho e respeito para ti. Já temos falado em anteriores ocasiões e, algumas vezes, desconhecer os detalhes pode levar a conclusões erradas.

    Até onde sei, o ato de Ferrol fica dentro do habitual e normal funcionamento de uma entidade cultural. Não consigo ver onde está o mal neste caso. Se há outras profissionais da música, igualmente disponíveis, venham esses nomes e sugestões de colaborações.

    Só lamento não poder ir a Ferrol na quarta-feira.

    • Arturo Novo

      Não te preocupes, Ângelo. A discrepância de pareceres, ademais de legítima, sempre resulta de agradecer, por arrequecedora. Apesar de coincidirmos no idealismo, neste caso olhamos o mundo desde atalaias diferentes. E logicamente tiramos conclusões diferentes. Eu a estas pessoas, às três, e em particular à professora do Conservatório, a quem tanto no seu dia defendi publicamente, as tinha num pedestal. Não fui eu quem as baixei desse pedestal, foram elas com o seu comportamento as que fisseram mudar por completo o meu parecer sobre elas. Eu aborreço da impostura. Não de agora, de sempre. No seu momento, não calei quando era militante do BNG e marchei; tampouco calei quando era afiliado da CIGA, e marchei; quando me tornei reintegracionista, por coerência, também marchei da Mesa. Com isto quero dizer que eu não engano a ninguém, sempre vou de frente. E quando me sinto dececionado, pois outro tanto. Eu não tenho hipotecas com ninguém, e como não as tenho, falo com total liberdade. Nem tenho hipotecas nem mais interesses que o coletivo do que formo parte, a Agal. O dia que deixe de acreditar na Agal, marcharei. E se as cousas não mudam de rumo e não abandonamos o que eu considero um claro trato de favor, pois igual não tardarei muito em fazê-lo. Isso sim, com muita pena. Mas há algo ao que nunca estarei disposto a renunciar: à minha honestidade intelectual. O meu ponto de vista está claramente exposto. Ninguém está obrigado a concordar com ele. Mas eu, a falta de melhores argumentos, não me vou botar para atrás nem um centímetro. Sinto-o, oxalá estivesse errado no meu parecer, mas não. Um pai ou umha mãe podem ter mais empatia por um filho ou filha do que os outros, mas se querem passar por pais sérios e responsáveis, devem tratar a todos os seus filhos por igual, sem favoritismos. E na Agal isto não está a passar. Peta nos olhos que não! Isso por uma parte, e pola outra, dar-lhe tanta vida e apoio a quem tanto nos rejeita por cousas de tira-me aqui três palhas, a mim resulta-me indigno e uma afrenta que não estou disposto a tolerar. O que façam e pensem os demais, nem é o meu problema nem é algo que eu possa controlar. Mas comigo, para segundo que cousas, que não contem. Imposturas, não! Nem tenho porque conhecer todos os detalhes para formar-me uma opinião. Em caso de não achar músicos voluntários para celebrar o ato, pois celebra-se sem músicos. Presentar com música está bem, resulta muito mais sedutor, mas não é obrigatório. A tua companheira música, se o ato a celebrar, na vez da Através, fosse visualizado claramente com o nome da Agal, participaria nele? Eu digo-te que não. Então?