MANIFESTAÇOM NACIONAL EM COMPOSTELA A 8 DE FEVEREIRO

AGAL reivindica um ‘new deal’ para o galego

A organizaçom reintegracionista considera que, trinta anos depois, é necessário um novo consenso, «umha forma diferente de fazer as cousas»



 

AGAL reivindica um NEW DEAL para o galego

AGAL reivindica um NEW DEAL para o galego

Após um processo deliberativo, a base social da Associaçom Galega da Língua (AGAL) aprovou por maioria a participaçom da entidade reintegracionista na manifestaçom nacional pola língua que convocou a plataforma Queremos Galego para o próximo 8 de fevereiro. Nesta mobilizaçom, a AGAL participará sob a palavra de ordem «Queremos um NEW DEAL para o galego» e divulgou um manifesto no qual explica as razões que fundamentam a escolha do lema.

Segundo a AGAL, na Galiza levam-se três décadas aplicando a mesma estratégia no ámbito da língua «e levamos o mesmo tempo recebendo os mesmos dados, negativos, sobre o seu uso social». Para a associaçom, o «velho consenso» do galego descansa sobre a ideia de que a língua falada no Brasil, em Portugal ou em Angola, tal como as sociedades que as falam e as suas ricas produções, «simplesmente nom nos interessam, apesar da língua portuguesa ter nascido na Galiza». Noutras palavras, «o velho consenso descansa sobre a ideia de que o galego nom sobressai do quadro administrativo espanhol e fora daí tudo é estrangeiro e portanto estranho».

Em resumo, «trinta anos deveriam ser suficientes para tomar consciência que este modelo está acabado e nom vai dar mais de si», polo qual é necessário um novo consenso, «umha forma diferente de fazer as cousas». Para a AGAL, a Lei Paz-Andrade pode ser «um ponto de partida para esse consenso», pois trata-se de umha norma aprovada por unanimidade no Parlamento da Galiza e propom edidas que «serám um reforço poderoso para a língua galega e sobretudo permitirám aumentar o bem-estar das galegas e dos galegos, falem a língua que falarem».


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  • Joám Lopes Facal

    Miguel, Valentim: New Deal? Perfeito, só fai falta deitar abaixo a Troika auto-referente que abafa o diálogo e a agenda. Contades com o meu voto entusiasta e cordial.

  • Ernesto V. Souza
  • Heitor Rodal

    “O verdadeiro perdedor não é alguém que não vence. O verdadeiro perdedor é aquele que tem tanto medo de não vencer que não chega a tentar.”
    Alan Arkin

    Parabéns.

  • ranhadoiro

    Há uma cousa muito engraçada e simpática que não é percebida polo pessoal e é a historicidade das categorias-
    Olhemos Galego, é uma categoria. Originariamente era o nome do romance da Galiza; uma Galiza que pouco tinha ver com a atual C.A espanhola, era o nome que tinha o português antes de colher o galeguíssimo nome de português por ser o do estado, criação dos galegos, mas que não usufruiu o nome.
    Hoje galego significa outra cousa, é o jeito de identificar como espanhois os esquisitos moradores do noroeste peninsular…. quando reclamamos o galego estamos subliminalmente reclamando o sermos “espanhois”

    • Heitor Rodal

      Sim. Mas, tal como vc. assinala, as palavras não têm conteúdo semántico per se, senão que são os usos sociais do momento quem lhos outorga. Assim, castelhano e espanhol são hoje entendidos socialmente como sinónimos quase perfeitos para a mesma língua.

      Logo, eu não renuncio a “galego” como mais um nome válido para a nossa Língua e antes defendo aquilo de “que inventem
      eles” um nome para o seu espanhol mais ou menos regional da Galiza (espalego, galeñol, etc..).