PGL – A Associaçom Galega da Língua (AGAL) assistiu este fim-de-semana ao Congresso de CIG-Ensino e à Assembleia Nacional de Galiza Nova, dous eventos a que costuma ser convidada a entidade reintegracionista. Em ambos os foros aprovárom-se vários textos relativos à nossa língua e à situaçom actual do galego.
A CIG-Ensino, sindicato maioritário no ámbito educativo galego, tivo o seu V Congresso em Compostela no sábado, dia 24 de outubro e a AGAL, como organizaçom convidada, estivo representada polo vice-presidente, Miguel R. Penas. Ali aprovárom-se duas emendas relativas à presença do português, a variante internacional da nossa língua, no ensino público galego.
Umha delas, incluída no relatório sobre Acçom Sindical, estava baseada numha outra aprovada há quatro anos no anterior congresso e defendida na altura polo actual presidente da AGAL, Valentim Rodrigues Fagim, e solicitava a «introduçom generalizada da língua portuguesa como umha das línguas estrangeiras em ESO, Bacharelato e FP (nos ciclos formativos em que se lecionem idiomas). Dotaçom dos centros de ensino com todo tipo de materiais didácticos em língua portuguesa».
Entre os argumentos empregues para aprová-la assinalou-se que se tratava de um ponto aprovado no anterior Congresso e que dera pé a umha campanha informativa nos centros de ensino em 2006. Porém, o defensor da emenda considerou «necessário e até urgente» continuar a manter o objectivo para reforçar os laços entre as variantes galega e portuguesa, e reconheceu que é «urgente» o ensino do português como matéria por constituir «um elemento fundamental para fazer frente ao processo de substituiçom lingüística polo espanhol». Ainda, reclamou-se este ensino para umha maior «valorizaçom das falas galegas», constituindo um reforço que contribuiria ainda para fazer efectiva a liberdade de escolha entre um produto em espanhol e um outro em português e como ajuda também para as empresas e profissionais da Galiza que se instalam em Portugal.
Outra das emendas aprovadas, também no relatório de Acçom Sindical, chegou a um texto de consenso que reclama para o professorado galego faclidades para lograrem umha «formaçom suficiente em língua e cultura portuguesas».
Por outra parte, o V Congresso da CIG-Ensino assinalou como objectivo do sindicato trabalhar por umha Lei Galega da Educaçom que garanta um ensino «público, gratuito e de máxima qualidade» que tenha o galego como língua veicular. Neste sentido, a organizaçom sindical continuará a exigir a permanência do Decreto 124/2007 sobre o uso da nossa língua no ensino, além de reclamar planos plurianuais de formaçom para todo o professorado para que atinjam a plena competência em galego.

No centro da imagem, Miguel R. Penas (vice-presidente da AGAL)
e Manuel César Vila (tesoureiro) na XI Assembleia Nacional de Galiza Nova
Contra o «racismo lingüístico»
Já no serao do domingo, dia 25, a AGAL participou como convidada no acto de clausura da XI Assembleia Nacional de Galiza Nova, evento ao qual acudírom o tesoureiro da associaçom, Manuel César Vila, e o vice-presidente, Miguel R. Penas.
No máximo órgao da organizaçom juvenil deu-se leitura a umha resoluçom da nova Direcçom Nacional em que se reafirmou o «compromisso inequívico» com as acçons da plataforma Queremos Galego e anunciou-se a colaboraçom activa na iniciativa legislativa popular polo direito a vivermos em galego. Ainda, denunciou-se a «manipulaçom informativa» na cobertura da manifestaçom pola língua de 18 de outubro e instou-se à destituiçom do jornalista Carlos Luís Rodríguez pola entrevista, qualificada de «interrogatório» no programa Foro Aberto da TVG.
Por outra parte, a tese política de Galiza Nova fai algumhas referências à Lusofonia. Polo seu interesse, contundência e discurso positivo destacamos o seguinte fragmento:
[…] é necessário um trabalho de pedagogia entre a sociedade para explicar-lhe as utilidades que tem a pertença do galego ao sistema lingüístico galego-português, o que nos achega multidom de recursos na nossa língua e nos permite relacionar-nos com umha comunidade lingüística de mais de 200 milhons de falantes.
No discurso de clausura, a secretária-geral reeleita, Íria Aboi Ferradás, denunciou a atitude do Partido Popular em matéria lingüística e a perseguiçom contra um dos principais signos da identidade colectiva do país. «Galiza Nova nom ficará passiva e contestará inteligentemente e com argumentos o racismo lingüístico do PP», assegurou.
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