A Mesa logra que o Sergas mude a língua padrom da aplicaçom É-Saúde do castelhano para o galego

Mais da metade das reclamaçons que recebe cada ano a Linha do Galego referem-se à administraçom pública, destacando entre elas as dirigidas ao Serviço Galego de Saúde.



sergas_mobil1A Valedora do Povo, María Dolores Fernández Galiño, vem de informar de que como consequência da queixa tramitada pola Linha do Galego o Sergas vai modificar a prioridade da aplicaçom informática É-Saúde para que o idioma padrom seja o galego e nom o castelhano, como era até agora.

“O direito ao uso do galego em todos os âmbitos da vida por parte dos cidadãos está garantido na Constituiçom Espanhola, no Estatuto de Autonomia da Galiza e nas normas sobre normalizaçom linguística”, recorda Fernández Galiño. “Este direito”, adiciona, “vem refletido também em documentos internacionais como a Carta Europeia das Línguas Regionais ou Minoritárias, acordada em 1992 no seio do Conselho de Europa, para a defesa e promoçom de todas as línguas europeias, mesmo as que tenhem estatuto de cooficialidade, como o galego na Comunidade Autónoma de Galiza”.

A Subdireçom Geral de Humanizaçom e Atençom à Cidadania do Serviço Galego de Saúde vai modificar, portanto, a língua prioritária de comunicaçom com a cidadania galega, como consequência da gestom realizada pola Linha do Galego. A diretora do Observatório de Direitos Linguísticos, Elsa Quintas, recorda que mais da metade das reclamaçons que recebe cada ano o serviço referem-se à administraçom pública, destacando a vulneraçom dos direitos linguísticos por parte do SERGAS, especialmente incrementada pola situaçom de emergência sanitária vivida durante o ano 2020.

A diretora do Observatório de Direitos Linguísticos, Elsa Quintas, recorda que mais da metade das reclamaçons que recebe cada ano o serviço referem-se à administraçom pública, destacando a vulneraçom dos direitos linguísticos por parte do SERGAS, especialmente incrementada pola situaçom de emergência sanitária vivida durante o ano 2020.

Os protocolos internacionais de garantia do direito à saúde indicam que esta deve oferecer-se na língua do utente, mesmo no caso de essa língua ter escasa ou nula presença no seu território. Porém, a atençom sanitária segue sem estar disponível em galego, causando para além disso importantes transtornos a quem o solicitar.

O trabalho que desenvolve a Linha do Galego de tratamento, assessoramento, difusom e atençom das queixas tem conseguido nos últimos meses que se emendassem alguns comportamentos e políticas linguísticas de empresas e administraçons públicas, como a atual mudança na aplicaçom É-Saúde, a App Radar Covid, os parquímetros da zona ORA do Concelho de Vigo, a aprovaçom da ordenança de normalizaçom linguística do Concelho da Corunha ou os informes emitidos polo Conselho de Europa.

As pessoas que o desejarem podem pôr-se em contato com a Linha através do número 981 563 885, do mail [email protected]  ou da app A Liña do Galego.

 


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