A língua em décadas: conversa com Bernardo Penabade



img_20210603_101622_236Na próxima terça-feira, dia 8 de junho, decorrerá a terceira convocatória do ciclo de conversas organizado pola AGAL “A língua em décadas”, umha série em que a diretora do PGL, Charo Lopes, falará com diferentes vultos em matéria de língua ligados a umha determinada década. A atividade está subvencionada pola Deputaçom da Corunha, e tem por objetivo analisar os acontecimentos chave a nível de língua e a sua repercussom para o idioma.

Após ter começado com a década de 70 e a participaçom do linguista José-Martinho Montero Santalha, que pode ver-se aqui, e continuar com o professor José Luís Rodríguez para analisar a década de 80. Desta volta o entrevistado será Bernardo Penabade, que falará dos anos noventa.

O evento poderá seguir-se ao vivo, às 20h desde as contas do PGL de youtube e do facebook. As pessoas assistentes poderám escrever comentários ou perguntas durante a entrevista.

O evento poderá seguir-se ao vivo, às 20h desde as contas do PGL de youtube e do facebook. As pessoas assistentes poderám escrever comentários ou perguntas durante a entrevista.

Bernardo Penabade

orgullogalego

orgullogalego

Bernardo Penabade Rei (1964) é licenciado em Filologia Galego-Portuguesa pola Universidade de Santiago de Compostela. Na actualidade dá aulas de língua e literatura galegas no IES “Perdouro” de Burela.

Tem participado em numerosos congressos com relatórios publicados sobre linguística, sociolingüística e didáctica. Trabalhos seus podem ler-se na revista Agália, n’A Nosa Terra e em Novas da Galiza, bem como nas actas de diversas reuniões de carácter científico.

Desde 1983 é membro da Associaçom Galega da Língua, e entre 1984 e 1995 já tinha sido eleito membro do conselho directivo da associação. A partir de julho de 2001 converteu-se no presidente da AGAL e foi reeleito na presidência da AGAL em 2003 até 2007. Com o seu acesso à presidência, o grupo reintegracionista deu passos na sua dimensão pública. Penabade


PUBLICIDADE

  • Venâncio

    Caríssimo Bernardo,

    Regresso a este lugar em que, num momento recente, me vi maltratado, inclusive por gente de quem não se esperaria. Volto aqui, entenda-se, só por ti.

    Quero felicitar-te pela entrevista que deste à Directora do PGL. Disseste tudo aquilo que eu poderia recear que já não voltasses a dizer. Mas não: a coragem que há 15 anos demonstraste como presidente da AGAL, tem-la hoje ainda intacta, com a mesma frescura, a mesma frontalidade. Sempre te conheci assim, e sinto-me feliz por assim continuares a ser.

    Disseste: toda e qualquer forma galega te entusiasma, e qualquer delas estarás disposto a defendê-la. Aí está um discurso que nós, portugueses, entendemos muito bem e a que com gosto aderimos.

    Tu poderias ter levado avante um binormativismo. Hoje, ele tornou-se impossível. O que seja a norma-RAG, sabemo-lo. Mas essa “outra” não existe, esgarçada como acabou entre a norma-AGAL e um “português-padrão” que só existe em certas e conhecidas cacholas galegas… que tu, nesta entrevista, valentemente silenciaste.

    Fica bem. E, se as forças ainda de novo me levarem à Marinha, aí nos reveremos.

    Um abraço,
    Fernando