PGL Portugal – A Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) considera irreal fixar uma data para a aplicação do Acordo Ortográfico e considera que a adaptação à nova norma será lenta e a ritmos diferentes. Na teoria, a nova ortografia entraria em vigor desde 2007, uma vez que a CPLP decidiu que teria validez desde que esta for ratificado, no mínimo, por três dos seus membros.
No Brasil a lei entrou em vigor o 1 de Janeiro de 2009, após ser ratificada em 2006 junto com Cabo Verde e São Tomé, enquanto Portugal, inserida numa grande polémica, aprovou-a no ano passado, depois de que mais de 4000 portugueses firmaram um manifesto contra da norma, com apoios de reconhecidas pessoalidades da cultura e a política.
Segundo o previsto, o AO deveria entrar em vigor em Portugal no dia 1 de Janeiro do próximo ano, porém, devido às reticências dos âmbitos do ensino, os mídia e a Administração, o cambio será paulatino.
Mário Mendão, responsável jurídico da CPLP explicou que a «questão sobre a data de início é que o acordo nunca previu, nem deveria prever, como cada Estado implantará as medidas que contempla» e argumentou que «pensar que desde o 1 de Junho todos os países escreverão segundo o Acordo é irreal. Há que aguardar a que cada sector da sociedade e cada país se adapte gradualmente».
A CPLP, que agrupa a Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Timor Oriental e São Tomé e Príncipe, já começou a adoptar as novas regras nos documentos oficiais e internos.
Historicamente, um dos câmbios mais significativos na grafia produziu-se com a Reforma Oficial da Ortografia Portuguesa, realizada por Lisboa no ano 1911. Esta profunda reforma nom foi concertada naquele momento com a República Brasileira e desde então, a língua passou a ter duas grafias distintas para certas palavras.
Perante a polémica sobre a animadversão portuguesa pelas supostas concessões ao Brasil, Mário Mendão explicou que não têm razão de ser porque a grande maioria das alterações são comuns aos dois países.
