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Por José Ramom Pichel Campos

Um dos maiores enigmas que têm os computadores, que a gente que os utiliza, que os começa a utilizar, que alguma vez pensa que deveria ter de utilizá-los é saber como funcionam internamente. Como é possível? Que linguagem usam? Como se comunicam entre eles? Uma fascinação pola antropologia eletrônica que o ser humano sofre. Mas o realmente incrível é que os fundamentos são muito simples, as matemáticas como sempre.

Os humanos e as humanas estamos acostumados a trabalhar com números que começam desde o número 1 até o número 10. Todas as matemáticas com as que trabalhamos estão baseadas nestes números, e com elas, podemos fazer diferentes operações.

Mas os computadores trabalham com outros números. Para eles fazer operações matemáticas com números do sistema decimal é muito complexo, por tanto é mais prático e útil funcionar com menos. Então no sumum do simples, optarom por computar unicamente com dous números, o zero e o um. Também com todos estes podemos realizar diferentes cálculos, também somas, restas, divisões, multiplicações, tantos universos.

Quando se descobrirom os semicondutores, uns materiais como o silício que eram capazes de conduzir eletricidade a uma determinada voltagem, e quando tinham outra não transmitiam, foi exatamente o que se precisava para poder levar as matemáticas à física. Nasceram os primeiros computadores. Agora bem, quando um humano se comunica com um computador, sempre trabalhando em decimal, o computador primeiro tem de traduzir tudo a binário.

Quando por exemplo digitamos no teclado do computador o número “35” em realidade o computador simplificando está vendo o número “10011”, o mesmo com o número “64” que verá “100000”.

O mesmo ocorre quando escrevemos palavras como “Parrulo” ou “Projeto”. E cada dígito é o que chamamos bit.

Daí computadores de 32 bits, consolas ou computadores de 64 bits. Esta é a língua que compreendem estas máquinas lógicas que vivem já agora nas nossas casas.

Os computadores têm visto de tudo desde o seu nascimento, adaptando-se continuamente a novas realidades e mudanças sociais, sem protestar nunca. Trabalhando sem parar, sem pedir nada em troca. Nascidos nos anos quarenta, são como essa geração humana após da guerra, que tivo que adaptar-se a tantas trocas no mundo desde a fome e o franquismo até hoje falar polo Messenger. Essa geração que como eles observa com tranquilidade e paciência o mundo que lhes tocou viver. Pessoas que como minha mai fazem 64 bits, cheios de humanidade.


(*) Artigo publicado na coluna Medo aos aviões, do jornal Galicia Hoxe.