PGL – O escritor Xuan Bello denuncia o comportamento das administrações do Principado das Astúrias em relaçom com as duas línguas próprias da comunidade autónoma, o galego e o asturiano. Da primeira, assegura, está na mesma situaçom que tinha na Galiza há meio século, com escasso reconhecimento social e político. Da segunda, “nom lhe vejo nenhum futuro”, reconhece numha entrevista concedida ao diário digital Vieiros.
Bello culpa da situaçom o poder político das Astúrias. “Tivemos sempre umha sorte horrorosa […] com políticos” no referente à sensibilidade cultural. Em concreto cita o actual presidente da comunidade autónoma, o ex militante comunista Vicente Álvarez Areces (actualmente vinculado ao PSOE). O escritor acusa-o de ter o asturiano “condenado a morte”, e considera-o um hipócrita por, ao tempo, participar em homenagens a Voces Ceibes ou falar do seu “amor à língua galega” [morou vários anos em Compostela].
Em opiniom do escritor, “sem a oficialidade e sem a protecçom da administraçom há pouco a fazer”. No entanto, a parálise institucional nom impede com que a sociedade reaja. “Editam-se muitos livros e muitos discos em asturiano, de muitas classes, e tenhem um mercado”, comenta ao entrevistador.
Porém, mesmo que exista um trabalho de base, Bello assinala a existência de problemas para encetar projectos importantes: “se queres medrar negam-cho tudo”, lamenta, e denuncia que actualmente se gastem “mais quartos em fazer invisível o asturiano nas Astúrias do que em fazer visível o galego na Galiza”.
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