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Conselho da Europa sugere sistema de imersom linguística total no ensino

PGL – Inúmeros meios de comunicaçom ecoárom as conclusons do último relatório do Comité de Peritos do Conselho da Europa a respeito da aplicaçom da Carta Europeia das Línguas Minoritárias ou Regionais no Estado espanhol. No que toca ao caso galego o documento assinala que os planos de acçom «nom fôrom todo o eficaces que se aguardava».

Em concreto refere o Plano Geral de Normalizaçom Linguística, aprovado por unanimidade em 2004, e considera que os efeitos derivados do mesmo produzírom algumas melhoras nos âmbitos da administraçom local e autonómica, mas nom noutros, em particular no ensino, onde o número de alunos que recebem educaçom escolar em galego continua a ser muito baixo.

O Comité de Peritos parabeniza a iniciativa da rede Galescolas da vice-presidência e valoriza positivamente o decreto 124/2007, que garante uns mínimos de 50% de aulas em galego, mas considera que a Conselharia da Educaçom deve promover uns outros programas que estabeleçam o galego como língua veicular em todas as matérias e em todas as etapas.

O modelo de imersom linguística total é o desejável, e consideram o exemplo catalám como o modelo a seguir noutros territórios do Estado espanhol, entre eles a Galiza.

Uma outra série de melhoras devem abranger os âmbitos da administraçom do Estado, Justiça, meios de comunicaçom e intercâmbios com Portugal. Neste último caso o relatório insta ao Estado a cumprir os compromissos e informar o Conselho da Europa sobre os esforços para estabelecer uma cooperaçom interestatal entre as autoridades portuguesas e espanholas em benefício do galego.

De uma maneira mais genérica, o documento convida a esclarecer a situaçom da língua e adoptar medidas em Astúrias (Eu-Návia) e Castela e Leom. Ainda, a destacar também o caso de Olivença, pois pola primeira vez, o Conselho da Europa recomenda proteger e promover o português oliventino.

Já no que toca a outras línguas, o novo relatório do Conselho da Europa insta, em termos gerais, à potenciaçom das línguas minorizadas nos âmbitos da justiça e a administraçom, além em empresas como Renfe, Telefónica ou Correos, e sugere melhorar a protecçom do catalám e o aragonês em Aragom, o asturiano em Astúrias, o amazig em Melilha e o árabe em Ceuta.

 

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