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V CINEPORT vai ser em Maio

José Carlos Silva – Os preparativos para o CINEPORT 2009 – Festival de Cinema de Língua Portuguesa já começaram e, depois de frustradas as tentativas de Maputo (Moçambique), o festival voltará a João Pessoa, capital do Estado da Paraíba. O Festival tem como marca principal a itinerância, que começou em Cataguases, Minas Gerais, e já passou por Lagos, Portugal e João Pessoa.

A IV edição devia ter sido este ano em Maputo (Moçambique), segundo fora estabelecido em 2007. Devido às dificuldades de captar os recursos suficientes, a Fundação Ormeo Junquera adiou a chegada a África.

Para os organizadores, o sonho de realizar uma edição africana do Festival CINEPORT mantém-se vivo.«Compreendemos que só a democrática alternância de protagonismo das edições garantirá o futuro do evento. O CINEPORT quer ser visto como o Festival de toda a CPLP-Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e não apenas do Brasil ou de Portugal», destaca a Fundação.

Existe ainda a possibilidade de realizar o certame de 2010 em Cabo Verde, que sempre é representado no Festival, que já contaram com as presenças de  Júlio Silvão, Leão Lopes, Paulo Cabral e Tambla.

Para ocupar o lugar da edição 2008, os organizadores criaram o Festival Ver e Fazer Filmes/Edição CINEPORT, que acontece em Cataguases, Minas Gerais entre os dias 3 e 13 de dezembro.

O evento pretende se tornar uma saudável competição entre diferentes escolas e linguagens de cinema, contando com três escolas convidadas: a Universidade Federal Fluminense e a Universidade Federal de Minas Gerais, brasileiras, e a Escola Superior de Teatro e Cinema, portuguesa. Participa também um grupo de jovens universitários africanos residentes no Brasil, oriundos dos países de língua portuguesa, coordenados e selecionados pela Universidade Federal de Minas Gerais.

O grande desafio do Festival é possibilitar a produção de um curta-metragem de ficção por equipe, baseado em contos do escritor brasileiro Machado de Assis, que é homenageado em todo o Brasil no centenário de sua morte.

Os grupos de alunos terão a supervisão de três renomados diretores: o angolano Zezé Gamboa, o brasileiro Nelson Pereira dos Santos e o português Fernando Vendrell.

Os curtas deverão ser produzidos, finalizados e ter sua estréia durante o Festival. Na conclusão do evento, serão exibidos os três filmes que irão competir entre si pelo Troféu Ver e Fazer em todas as categorias: melhor filme, direção, ator, atriz, montagem, fotografia, trilha sonora, entre outros.

Mais informações: http://www.festivalverefazerfilmes.com.br

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