A AGAL mostra a sua solidariedade com Cristina Fernández Lago e Miguel Vieito Villar, as letradas que sofreram a discriminaçom por parte duma funcionária da Delegaçom Provincial do Instituto Nacional da Segurança Social (INSS).
A Mesa pola Normalización Lingüística lembra que a maioria das consultas recebidas pola Liña do Galego (536 en 2022) tenhem a ver com situações onde inicialmente se nega a pessoas usuárias de serviços públicos e privados a possibilidade de usarem e receberem atendimento em galego.
Numerosas mostras de solidariedade forom exprimidas já em apoio à advogada e o advogado lugueses que já anunciaram publicamente o registo dumha reclamaçom ao INSS, polo incumprimento da recente Lei Integral de Igualdade de Tratamento e nom Discriminaçom, que protege a cidadanía também contra a discriminaçom por razom de língua.
É intolerável que ainda continuemos a sofrer discriminaçom por usar a nossa língua. Todo o nosso apoio para @Cristina_Fular e @MiguelVieito.
— AGAL (@AGALnh) September 4, 2024
? https://t.co/AwU0lRw6nU (Fonte: @prazapublica) pic.twitter.com/zJZ9cTlEJa
A reclamaçom, que está pendente de estudo, pode supor para o organismo umha multa de até 50.000 euros, por “condutas discriminatórias graves”, como as que descrevem Miguel Vieito Villar e Cristina Fernández Lago, aos que umha funcionária da Delegaçom Provincial do INSS lhes negou a resoluçom dumha consulta, em várias ocasiões, por nom falarem em espanhol. A resposta que receberom, ao se negarem a abandonar a sua língua, foi: “Me tienes que hablar castellano si quieres que te responda. Aquí somos todos castellano-parlantes”.
Os advogados nom se explicam tal nível de hostilidade, represálias e agressividade só por falarem o seu idioma. “As Administrações públicas com sede no país tenhem obriga de dispensar um tratamento na língua escolhida polos administrados; neste caso, o galego”, afirmam. E acrescentam: “a atitude e o desprezo com o que fomos tratados foi totalmente inaceitável”. “Por desgraça, nom se trata dum feito isolado”, assinalam.
Como denuncia A Mesa nos seus informes anuais da Liña do Galego, “A chantagem linguística para forçar as usuarias e usuarios de serviços a deixarem de falar galego está à orde do dia”, destaca o presidente da Mesa, Marcos Maceira. “Vivemos num marco legal onde teoricamente todos e todas temos direito a utilizar o galego nas nossas relações com as instituições públicas ou privadas, mais como na prática estas se negam a corresponder, esse direito nom se pode exercer”, resume Maceira.
