Um oco para a poesia

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Por José Manuel Nunes

Sem dúvida o mundo continua a dia de hoje a ser um formigueiro falaz e ruidoso. As injustiças, às vezes ocultas, estám à ordem do dia. Serpes antropomórficas com trages de “políticos” convertem os parlamentos num “dojo” assim como fam dos meios de comunicaçom umha metralhadora sensacionalista.

Na actualidade pensar de modo autómato é ainda umha tarefa pouco menos que utópica, um problema que vem arrastrado de atrás ainda que cumpre dizer que houvo umhas épocas mais espertas que outras, no entanto semelha que o componente mais fundo do ser humano, a poesia, resiste o encadeamentos desta sociedade alienada e mecanizada pelo livre-capital pois a lírica é mesmo o sentir mais puro e sentido de cada um/ha de nós, esta nom entende de avassalamento nem de submissom, é um espírito ceive e talvez a melhor filosofia.

Quando saímos à rua podemos ser o albo de mofas ou gabanças pelo nosso penteado ou pelo nosso jeito de vestir, podemos também ser objecto dumha jornada esgotadora ou dianas das reprimendas d@ noss@ chefe/a no trabalho, mas sempre ficará o nosso templo, o fogar no qual impera o nosso critério. Lá está o sofá paciente, aguardando confortar-nos depois dum duro dia.

É daquela quando achamos que somos livres mas enganamo-nos pois a alienaçom também chegou a introduzir-se em casa, na nossa bem querida mesquita, no jornal da mesa da cozinha, na televisom, no rádio ou mesmo num explorador da net aberto mas nós sempre teremos a possibilidade de acomodar-nos no cadeirom da sala e sem nenhum contacto com o mundo exterior, sintetizar o melhor do nosso ser, exprimir aquilo que temos dentro da nossa mente encriptado e em desordem e que nalgumha ocasiom desejamos ceivar mas ficamos frustrados por falta de tempo.

Façamos umha pausa para viver uns minutos e então o que saia de ai nom será outra cousa mais que poesia.

A interrogante que agora deveríamos formular é: há nas nossas vidas um oco para a poesia?

Máis de José Manuel Nunes