Tertúlia galaico-portuguesa de artes marciais decorrerá em Compostela entre fevereiro e março



Hema Galiza (3)A escola compostelana de HEMA Gallaecia in Armis, que leva já sete anos em ativo, tem na difusão cara o mundo lusófono um dos seus focos de interesse, e trabalha junto com as federações portuguesa e brasileira em vários projetos comuns. O ano passado foram convidados pela FPEH para ministrar aulas em seu IV encontro federativo. Este ano é a FPEH a que se desloca à capital da Galiza para atender a um seminário especial que será organizado pola Gallaecia in Armis no fim-de-semana 28 de fevereiro-1 de março.

O que são HEMA?

Artes Marciais Históricas Europeias, de acrónimo HEMA em inglês, são as artes de combate utilizadas na Europa através dos séculos. Comparáveis às suas melhor conhecidas irmãs orientais —Karatê, Quendô, Aiquidô, Iaidô, Kenjutsu, etc.—, estas técnicas perderam-se no Ocidente durante a transição a uma sociedade civil e com a aparição das armas de fogo. Hoje, milhares de amadores entusiastas por todo o Globo tiram velhos tratados manuscritos dos andeis de museus e livrarias para estudarem os ensinamentos que mestres da Swábia, Liberi, Bolonha ou Lisboa deixaram escritos 600 anos atrás.

Na Galiza, sete cidades têm já escolas de HEMA, federadas na Associaçom Galega de Esgrima Antiga. Esta entidade é uma das três federações independentes do estado espanhol —junto com a AEEA e a FEEH, com as quais mantém boas relações—. Tem uma importante projeção internacional, contando com mestres como o Ton Puey, que é convidado todos os anos para ministrar aulas em encontros por Europa e América, ou competidores como Emma Rios ou Daniel López, que regularmente logram excelentes posições e prémios à melhor técnica em torneios internacionais. Um carimbo editorial, AGEA Editora, publica edições críticas dos tratados portugueses e espanhóis que empregam em seus estudos. Todos os anos desde 2007 organizam, na cidade da Corunha, o «Torneio de Esgrima Histórica “Torre de Hércules”», no qual que atendem pessoas da Galiza e do estrangeiro.

 


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  • Heitor Rodal

    Sendo artes marciais europeias, acho que o acrónimo correto na nossa Língua devia ser AMHE. Gostaria de saber se incloem também aí o estudo e promoção do Jogo do Pau galaico-português como Arte Marcial histórica.

  • O Marcorelho

    Esta bem! Eu não conhecia esta academia galaico-portuguesa nem conhecia o Jogo do Pau, que acho muito interessante.