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Sabemos mais do que nos dizem a respeito da nossa língua?

Na Galiza, sobretudo em certos âmbitos, a língua desperta grandes paixões. A causa principal talvez seja que todas falamos e tenhamos algo que dizer ao respeito. Por se não bastasse, está a ligação das línguas com a identidade e ainda mais no tempo histórico em que nos tocou viver onde língua e nação são muitas vezes o mesmo, o que nem sempre foi assim. Meio a brincar, meio a sério, elaboramos para ti o teste a seguir.

Tem como objetivo conheceres o grau de profundidade das tuas ideias e reflexões sobre as línguas em geral e sobre a nossa em particular. Partimos da base que parte da informação que nos transmitem socialmente ao respeito é distorcida, quer tenha sido a escola, a nossa família, os meios de comunicação social ou o estado. Esperamos que achedes interessante.

1- Uma língua…

a- É como um ser vivo.
b- É só uma ferramenta para comunicar.
c- É uma realidade social, com maiores ou menores consensos e usos.

2- Quem é o/a especialista que melhor pode discernir se duas línguas são a mesma ou diferentes?

a- Filólogo/a.
b- Político/a.
c- Sociólogo/a.

3- Temos algumas dificuldades em entender oralmente a variedade de Portugal porque…

a- Não a ouvimos quase nunca e não a conhecemos.
b- Porque é uma língua muito diferente da galega.
c- Porque objetivamente é difícil de entender.

4- Usar a ortografia do castelhano ou do português para os textos galegos é uma questão…

a- Estética, portanto subjetiva.
b- Estratégica, portanto política.
c- Filológica, portanto científica.

5- Cada nação…

a- Deve ter uma língua só para si.
b- Pode ter uma língua para si ou compartilhada.
c- Deve ter uma língua elaborada polo povo.

6- Em finais da Idade Média aconteceu um facto vital para a história da língua.

a- A população galega decidiu falar uma língua separada da de Portugal.
b- A população portuguesa decidiu distanciar-se da galego por meio da língua.
c- As elites galegas passaram a falar gradualmente em castelhano.

7- A respeito do português, o galeguismo clássico julgava que devia ser um espaço…

a- do qual se afastar.
b- onde se integrar.
c- que observar de certa distância.

8- Em contraste com outras línguas sem estado, a maioria dos galegos têm, a 2015, o galego como língua materna. A que é devido isto?

a- A nossa unidade indissolúvel com a língua portuguesa.
b- A resistência silenciosa mas ativa do povo galego frente ao invasor.
c- O nosso caráter periférico: a “modernidade” chegou mais tarde a Galiza.

9- Os/as galegos/as dizemos ordenador, bolígrafo e bombilla e não computador, caneta e lâmpada

a- Por acaso, podia ter sido de qualquer uma das duas formas.
b- Por evolução interna e natural tinha que ser assim.
c- Porque em castelhano dizem ordenador, bolígrafo e bombilla.

10- A respeito da norma e da normalização…

a- O mais importante é normalizar e atingido isto, abrir debates sobre a norma.
b- Cada norma exige uma estratégia diferente para normalizar.
c- Mudar de norma cada década ajuda na normalização.

Chave de respostas:

(Seleciona o espaço em branco abaixo para visualizares)

1C, 2C, 3A, 4B, 5B, 6C, 7B, 8C, 9C, 10B

 

NOTA: artigo publicado no Fest-AGAL n.º 6 (julho de 2015)

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