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Rodri Míguez: “Se falas galego ou és do BNG ou és um pailão do rural”

Rodri Míguez é um jornalista musical, 24 anos, de Redondela. Deu o primeiro passo para mudar de língua, por convicção política, há quase um par de anos, pouco antes da pandemia. Tendo morado dous anos em Madrid, decatou-se, quando regressou à Galiza, que não sabia falar a sua própria língua.

“Quando cheguei não tinha a capacidade de fazer um trabalho da universidade em galego e tive que mudar o chip. Tive a sorte de ter um grupo de amigas que me ajudarom muito”, assinala nesta entrevista, em que reconhece que na sua família todos falavam castelhano, mas, apesar da “abrupta mudança”, acabarom por se “adaptar perfeitamente”.

“O galego é a nossa cultura e estamos a desperdiçar oportunidades para fazê-lo forte“, diz, ao mesmo tempo que encoraja a “falar e consumir contéudo em galego”, porque no país, diz, “fazem-se cousas mui boas no nosso idioma”.

[Esta entrevista foi publicada originariamente em neofalantes.gal]

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